sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Gato por Ipad

Dizem que está um gajo num site português de trocas a querer trocar um gato persa por um Ipad.

Então mas anda tudo doido? Submete-se um anúncio destes e não se tem a decência de especificar que tipo de Ipad se quer? Então e quantos anos tem o gato? É que se fosse um persa novinho já justificava um Ipad 2 ou mesmo um mini. O 3 nem pensar. Agora se o gato for velho... Caga e come. É isso, só caga e come. Nem um mimo, nem nada. Caso contrário, é uma óptima altura para quem se quer desfazer de um Ipad dos antigos. É que se a malta dos blogs rabichos fashion blogs sabe que ainda tens um Ipad desses, uuuuuuuuuuuui, lá se vai a tua reputação na internet (que é uma cena para lá de preciosa).

É que mais vale morrer.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Já agora vamos regular o professor Bambo

A proposta de regulamentação das terapêuticas não convencionais, saindo da alçada da Ordem dos Médicos, seria inteligente se não fosse, na sua génese, estúpida.

Na minha cabeça, e felizmente na de muitos outros, não existe esta distinção de medicina convencional, medicina ocidental, medicina alternativa, medicina tradicional chinesa e magia branca realizada por grandes cientistas africanos. Para mim existe apenas uma coisa: medicina. O resto é barulho.

Na esmagadora maioria dos casos (lá está, não conheço tudo, tenho mais do que fazer), se alguém inventasse uma técnica nova, sendo comprovada por testes independentes e rigorosos, ela seria imediatamente incluída naquilo a que nós devíamos chamar apenas de medicina. Não interessa se vem da China, da Finlândia ou de Portugal. Interessa apenas que seja uma mais valia para a resolução de uma doença.

De resto, não me parece que haja uma entidade melhor para decidir acerca disto do que própria Ordem dos Médicos, que é tipo a malta que tipo é suposto tipo perceber de saúde humana. Se há lobbies? Há, mas também há em todo o lado, infelizmente. Há alguém melhor para decidir a regulamentação de algum tipo de terapêutica? Não.

Deixando avançar isto mais, arriscamo-nos a que um dia, a título de exemplo, andemos todos a pagar os medicamentos homeopáticos comparticipados de alguém (não me digam que já acontece). Nesse dia, quero ver se há hipocrisia suficiente para as finanças me recusarem uma factura de uma consulta do professor Bambo.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

O miserável

Tive este domingo a pior experiência de sempre numa sala de cinema desde o "Unbreakable" de M. Night Shyamalan. De vez em quando é preciso ceder aos gostos da nossa mulher. Ela avisou-me que era um drama. Torci o nariz. Avisou-me que era um filme de época. Levantei o sobrolho. Avisou-me que era um musical. Chorei. Fomos ver Les Misérables.

Nunca antes tinha sentido vontade de abandonar um filme a meio. A primeira parte foi um festival de porrada que só eu sei o que custou. Parecia o combate final de um filme do Rocky, em que ele leva nos cornos até à exaustão, para sair vitorioso apenas no assalto final. Ou sobreviver, como fiz ao sair do shopping. Não li a obra original de Victor Hugo, mas uma coisa é certa. Nunca vou ler. Até pode ser que em livro a coisa esteja mais bem explicada, mas a compressão necessária para enfiar mil e tal páginas (?) em duas horas e meia de filme leva a que certas premissas sejam ridículas. Mas nada disso é o pior.

Eles cantam a toda a hora. A TODA A HORA. A TODA A HORA.

Um musical não precisa de ser todo cantado. Há alguns temas principais, entre os quais pode haver uma secção considerável de discurso normal. Ali, até a coisa mais diminuta é cantada. Imaginem que eram obrigados a viver a cantar até ao fim da vida. Lá está, não aguentavam nem uma hora. O filma dura mais do dobro.

♫Vou cagaaaaaaaaaar!

♫Está bem! Não te esqueças de baixar o tampo da sanita quando acabaaaareeeees!

♫Querida, o que é que há para jantaaaaaar?♫

♫Hoje é arroz com atuuuuuuuuuum!♫

♫Oh não, arroz com atuuuuum outra veeeez! Porque é que somos tão miseráaaaaaveeeis?♫

♫Não te preocupes, soltei um peeeeido! Agora até o cheiro do atum parece melhooooor!♫

E o filme é isto do princípio ao fim. Pow, pow, pow, pow, porrada em cima. Quando uma pessoa pensa que há uma parte mais calma, começam de novo a cantar, e eu já sem espaço para me enterrar mais na cadeira. Realmente não é filme para um homem, o que estava bem retratado pela distribuição de sexos na plateia. 70% eram mulheres, 30% homens, sendo que, desses 30%, tinham todos vindo acompanhados pelas namoradas ou mulheres, tirando um velhote que adormeceu algumas vezes e um casal de paneleiros, acho eu.

Sim, só podiam ser paneleiros.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

A sorte do Tiago Miranda...

...é existir a Pepa Xavier. Cabe sempre à obra mais genial roubar a luz que também devia iluminar os mais pequenitos. Aliás, é a sorte do Tiago e das outras bloggers escolhidas pela Samsung.

A minha pergunta é:

Esta malta dos "blogs de moda portugueses" é mesmo toda assim gigantemente ridícula ou a responsabilidade pelo exagero também passa por quem editou os clips?*



*eu poupo-vos o tempo que gastariam a pensar na resposta. Sim, definitivamente são.

Também quero uma Chanel preta

Quando a minha namorada chegou a casa e me contou que tinha rebentado uma bronca qualquer nos blogs e no facebook por causa de uma campanha publicitária, eu ainda pensei em dizer "porreiro, vai mas é fazer-me uma sandes". Mas não disse, porque o mais provável era apanhar uma belinha logo a seguir.

Quero, desde já, colocar-me ao dispôr da Samsung para ser responsável pela próxima campanha a realizar no nosso país. Cobro menos e terei maior discernimento para perceber quando é que uma ideia minha é semelhante a atirar-me para a frente de um comboio em andamento. Uma coisa é certa; não recorria a bloggers. A Pépa não tem a culpa de ser assim. Uma pessoa quer respirar e está alguém a apertar-nos o nariz durante doze horas por dia. Imaginem uma infância disto. Como é que vocês acham que ficavam a falar depois? E qual é o mal de alguém, como objectivo supremo, querer mamá-la uma mala?

Acho ridículo o ponto a que esta merda de se "ser blogger" está a chegar. NÃO EXISTE TAL COISA. Se a Maria Papoila escrever no seu diário e o mostrar à turma do 11ºC, que nome é que lhe vamos inventar agora? A malta escreve umas merdas na net e acabou-se. O que é que há de especial para além disso? Porque é que em Portugal alguma marca, tirando uma de vernizes ou dessas merdas mariconças, há-de ligar àquilo que um toni qualquer registado no blogspot escreve? O poder de compra já está tão baixo, e é um blogger (até me dá comichão escrever isto) que vai influenciar uma pessoa a comprar qualquer coisa? Lá está, tirando vernizes, e lacas, e porras.

És advogado e tens um blog? És advogado. És jornalista e tens um blog? És jornalista. És uma das dez pessoas no mundo cujo rendimento vem maioritariamente da publicidade feita no blog? Talvez sejas blogger. O resto? Meh.


sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Já vos aconteceu?

Conhecer a ex-mulher ou ex-marido de alguém, ainda antes de terem casado.