sábado, 30 de março de 2013

Nem com uma flor?

Sempre me ensinaram que, a uma mulher, não se bate nem com uma flor. Se houver alguma chatice com outro homem, tudo bem, há ocasiões em que não há alternativa, mas nelas não.

Espanta-me nunca ter posto em causa esta regra e, só hoje, já um homem feito, me terem aparecido as primeiras dúvidas.

Como é que fazemos se um transsexual não nos dá escolha? Podemos andar à porrada? É que, por exemplo, se for um homem que tenha passado a ser mulher, é capaz de dar mau aspecto. Por outro lado, se for uma mulher que se tornou homem, não acham que está menos preparada do que a outra para levar (e dar) nos cornos?

sexta-feira, 29 de março de 2013

O Papa e a higiene pessoal

O Papa Francisco, apesar de ter iniciado agora mesmo o seu pontificado, começa já a inovar no que diz respeito aos costumes da Igreja Católica. A mudança não se deu ao nível do aborto, casamento homossexual ou eutanásia, por exemplo, mas sim na lavagem dos pés.

Francisco é um adepto ferrenho da higiene pessoal, tendo começado a demonstrá-lo já no início das comemorações pascais. De modo a que sirva de referência à humildade que a Igreja deve ter, decidiu lavar os pés a jovens reclusos. A inovação está no facto de dois dos visados serem raparigas. Os maldosos poderão dizer que é apenas a abertura de um precedente para no fundo lavar os pés apenas a raparigas, mas eu discordo. Fetiche de pés? Não, humildade na higiene. Não deu para ver a cara dos jovens, mas aposto que estavam felicíssimos. Quem não gostaria de estar descalço em frente à televisão, enquanto um velhote que não conhecemos nos beija os pés? Todos gostariam, obviamente. Só por isso, já valeu a pena ir preso.

Acontece que eu vi a dita lavagem dos presuntos e, apesar de achar que essa é mesmo a demonstração de humildade que a Igreja precisa de fazer, as boas intenções nem sempre correspondem a uma eficácia na limpeza e desinfecção. Quando eu aprendi a lavar os pés (quer dizer, foi mais as mãos e depois transpus a normativa lá para baixo), disseram-me que deveria utilizar sabonete. É claro que não tem necessariamente de ser sabonete (anos mais tarde até descobri que gosto mais de um cremoso gel de banho), mas o ponto mantém-se pertinente. Além disso, não é suposto passar água em toda a superfície a ser lavada? É que atirar umas mijitas de água lá para cima parece-me mais um baptismo ao contrário do que outra coisa. Sim, foi mesmo isso: o Papa Francisco foi baptizar pés a delinquentes. 

Tenho a forte convicção de que este gesto vai mudar profundamente as vidas daqueles moços. Duvido que venham a prevaricar no futuro. Mesmo que o façam, tenho a certeza de que os mais porquitos do grupo se lembrarão para sempre daquela sensação de frescura e, pelo menos, roubarão carros de pé lavado. Fugir da bófia com a sola minada de fungos é coisa dolorosa.

Já o beijinho no final da lavagem é apenas um bónus. É como um cupcake. Sem a cobertura é apenas um queque normal desenxabido. É como aspirarem os tapetes e o carro por dentro sem estarmos à espera quando deixamos o carro a lavar. Jesus também o fez e não foi por isso que lhe aconteceu alguma coisa de mal. Quer dizer, aconteceu, mas não foi devido a uma virose na boca contraída pela prática da humildade.


quinta-feira, 28 de março de 2013

O Embuste

"O Embuste" é a mais recente novela da TVI. Alternando entre São Bento e Paris, conta como dois gémeos separados à nascença, José e Miguel, acabam por ver os seus destinos cruzados nos mais altos cenários da política nacional. Esta narrativa mostra os últimos anos de dois homens que, apesar de educados de maneiras totalmente distintas, um à direita e outro à esquerda, acabam por revelar que a carga genética pode ser muito maior do que o meio que a molda. Nem José nem Miguel conhecem os seus verdadeiros pais. Nenhum dos dois sabe que tem aquele irmão. Mas, no fundo do seu ser, sabem que não estão sós. Afinal de contas, quando Deus tenta concretizar a perfeição num ser, não quer que ele vagueie pelo mundo sozinho. Só noutra alma igualmente perturbada é que poderemos encontrar o conforto da esperança.

Duas vidas separadas pelo tempo
Dois destinos numa história de amor
Duas lágrimas caindo no momento
Em que se acende a dor...

Ser socialista é ter na alma uma chama imensa

Não sei se é assim em todos os países, mas sinto que no nosso, pelo menos, a política partidária é colocada no mesmo patamar da política que mais nos move, o futebol. De facto, eu próprio já me senti culpado de, nalguns momentos, ter adoptado esse paralelismo.

O único antídoto para este veneno é desligarmo-nos dos partidos e pensarmos apenas ao nível da ideologia e das medidas com as quais concordamos, só depois entregando a razão a quem espelha melhor as nossas convicções.

Hoje, no rescaldo do jogo de ontem (perdão, do debate), vejo-me obrigado a concordar que, às vezes, é mesmo impossível fugir a essa associação entre a lealdade a clubes de futebol e partidos políticos.

Quando a nossa equipa joga mal e perde, temos tendência para andarmos mais calados. Eu, adepto sportinguista, tenho andado calado mais tempo do que o normal. Já os adeptos dos principais clubes rivais, assim que se chega ao local de trabalho, fazem a vida negra a quem perdeu, por entre suspiros do visado (ou caralhadas, consoante a educação; eu sou mais pela vulgaridade).

Hoje, deve ser tramado ser-se do Partido Socialista. Por mais que se deteste o homem, por mais que se tente fazer oposição sem relembrar a ilusão que sua santa incompetência tentou impingir ao país durante anos, a verdade é que, se eu fosse socialista, hoje sentir-me-ia como se fosse do Benfica depois de um jogo em que o saudoso Roberto tivesse dado dois frangos.

José Sócrates jogou mal, muito mal. Jogou tão mal que causou embaraço aos pergaminhos do clube. Mário Soares deve estar a revirar-se no túmulo. Ah não, espera, afinal está vivo e continua a dizer disparates (é que se vamos recuar até Cavaco, podemos recuar até Soares e com sorte só paramos em D. Afonso Henriques). Mesmo a jogar durate 90 minutos com mais um homem do que o adversário (um acontecimento destes e é aquela preparação com que um jornalista entra nas quatro linhas? Djizass.), conseguiu fazer o inimaginável e entregar os três pontos à outra equipa.

E mesmo assim, no dia seguinte há sempre quem o defenda nas redes sociais. A culpa foi da arbitragem. A culpa foi do estado do campo.

Banda sonora do momento


Como?!

Como é que se sai do país para ir tirar um mestrado, se nunca se chegou a acabar a licenciatura?

quarta-feira, 27 de março de 2013

10 razões contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo

Não sei quem redigiu isto, mas sendo tão correcto e actual que tive de partilhar.

quarta-feira, 20 de março de 2013

Ser farmacêutico II



Há quatro anos atrás fui atendido de forma um bocado pedante por uma farmacêutica. Como é habitual, a minha primeira reacção foi vir destilar fel para o blog com as minhas generalizações. No fundo, se quisermos resumir a coisa, e para vos poupar tempo, à conta daquela gaja acabei por dizer que a maior parte dos farmacêuticos não passava de empregados de balcão glorificados (e bastante mais bem pagos).

Passados quatro anos, é com muita vergonha que afirmo que aquele é dos posts mais lidos por aqui, apesar dos laivos de genialidade bem patentes noutras prosas. A única razão pela qual me estou a lembrar disto agora é o facto de ainda hoje eu receber mensagens condenadoras por causa disso. Normalmente os remetentes são portugueses e brasileiros que estão a estudar Ciências Farmacêuticas e seus sucedâneos e, mesmo assim, têm dificuldade em conjugar alguns verbos (ai essas hifenizações, minha gente). Isto dá-me algum consolo e faz-me pensar que a maioria não ficou ofendida e percebeu a ironia da situação, já que não é qualquer cromo que faz farmácia. De vez em quando também recebo alguma mensagem de alguém já no mercado de trabalho, vangloriando-se daquilo que ganha face ao que eu ganho. Nesses casos, penso apenas que se trata de alguém que anda a praticar muito mau sexo. Caso contrário, estariam a irritar-se com um post escrito por alguém que não conhecem em 2009?

Acreditem: ando a fazer os possíveis para o irmão da minha namorada ir para farmácia ou medicina dentária em detrimento de um curso de engenharia, opção para a qual ele está virado. Eu próprio, caso gostasse da área e não fosse burro, preferia neste momento estar numa farmácia ao balcão do que ser engenheiro. Além disso, pelo menos em Lisboa, o aparecimento dos primeiros raios de sol dotados de +23 graus centígrados tornam a faculdade de farmácia num paraíso para rebarbados (a minha senhora diz que a faculdade de direito é que é, mas tenho dúvidas). O puto tem pinta, acho que lá se safava e sempre era uma aprendizagem para a vida.

Leave Pedro alone.

PS: e antes que me voltem a chatear, sim, tenho consciência de que o atendimento é apenas uma das muitas vertentes da área, e quase uma necessidade para quem começa. Também tive carradas de química na universidade, porra!

domingo, 17 de março de 2013

E eis que ele volta à ca(r)ga

Canuco Zumby não morreu. Embora a maior parte das pessoas tenham parado de saber notícias dele depois do glorioso desastre com a "diva" de Oliveira de Azeméis, a verdade é que continua a produzir novos (s)hits, um atrás do outro. Qual B Fachada em versão azeite, a quantidade da sua produção assemelha-se apenas ao tamanho do seu ego. Canuco continua a confundir visualizações com sucesso.

Eu não quereria ter um vídeo meu na net com um milhão de visualizações sendo que, de todas as pessoas que votaram, mais de 70% vota em "não gosto" e apenas os restantes em "gosto". Em 10 comentários, nove apelam para que pare de fazer música, uns de forma mais cordial e outros nem tanto. O restante comentário, positivo para variar, costuma vir de filhos de emigrantes no Luxemburgo, mas daqueles para quem o português é uma língua quase tão estranha como o holandês, a julgar pelas conjugações verbais, a troca do "ç" por dois "s" e assinados por gente do tipo Marisa Micaela. Ainda assim, Canuco acha que tudo aquilo em que toca é um êxito, e o seu fiel clube de fãs apelida de invejosos a todos os que têm o desplante de dizer que aquilo é má música. Mas lá está, filhos, é mesmo má música. É engraçado sermos tão protectores em relação aos nossos gostos; são sempre os outros que estão errados, e não nós que somos azeiteiros.

Achei que este último vídeo seria digno de menção, nem que fosse como case study. Em parceria com a DJ Mia Ferrero (quem?), Canuco debita a frase "hoje eu quero sexo" por cima da já habitual batida pobre que o caracteriza, enquando a jovem DJ (realmente hoje em dia cada vez há mais espécimes e eu cada vez percebo menos para que é que servem; deve ser um produto da crescente democratização do material audio) abana as mamas e o cu em lingerie sexy (discutível) à frente daquilo que parece um roupeiro num quarto de um T1 em Telheiras, mas que afinal é apenas um quarto de motel baratinho (mas até parecia limpo, pelo menos antes de ter sido cenário desta produção). Quando o sofrimento acaba, Canuco bate à porta da jovem, esfregando as mãos de contente e piscando o olho ao perceber que vai facturar à força toda. Mas lá está Canuco, com essa receptividade toda por parte da Mia (ironicamente, mia é minha em italiano, mas neste vídeo, em vez de minha, dá a ideia de ser de todos), até tu consegues.

Por entre todos os comentários ofensivos, em que as palavras rameira e cremalheira são ostensivamente utilizadas, há quem se indigne perante o ódio demonstrado face aos artistas. Há quem diga que a moça não merecia isto. A minha questao é: ninguém previu este desfecho? Gastou tanto dinheiro a meter mamas falsas, e não soube corrigir aquele caso severo de prognatismo? É que o primeiro plano é, precisamente, a rapariga a sair da piscina em bikini, fazendo uma cara de caso absolutamente digna da corcunda do corcunda de Notre Dame, seguindo-se a fusão entre o belo poema de Canuco e a bela pose da jovem num quarto de motel. Há mais alguma coisa que possa aludir tanto à prestação de serviços sexuais como este explícito imaginário?

Mia, gasta menos dinheiro em Macbooks e software, e vai a um dentista. Eu tive o mesmo problema do que tu em pequenito e tive a sorte de os meus pais me poderem pagar o aparelho dos dentes. Não quer dizer que seja super atraente hoje em dia, mas eu também não ando propriamente a bambolear-me em tanga ao som de kuduro na Pensão Estrela.

Já tu, Canuco, continua a fazer o que tão bem fazes. O Fernando Mendes já faz rir pouca gente e precisamos de ter alguém para carregar a tocha do humor em Portugal.


quinta-feira, 14 de março de 2013

Dos 8 aos 80 (os mais pequenitos com sumol de ananás)

Tentem isto cantando mesmo a sério:

OLX
Turu Turu
OLX
Turu Turu
OLX
É a consola e o videojogo
Eh Oh!
É a pomada e a aspirina
Eh Oh!
É o espumante e a ginginha
Eh Oh!
É a guitarra e o apito
Eh Oh!
É a cueca e o soquete
Eh Oh!
É a salsicha e o presunto
Eh Oh!
É o cozido e a moqueca
Eh Oh!

E assim sucessivamente. Isto dá um excelente jogo de bebida para a primavera que se avizinha. Começam todos a cantar juntos, e depois vão rodando, inventando cada um uma estrofe à vez. Quem hesitar ou quem repetir palavras, bebe um copo de três de penalty. Ganha quem ficar de pé. Quando voltar a ficar mais frio, pode-se sempre substituir a bebida por roupa. Ou será que nunca experimentaram o strip-olx?

quarta-feira, 13 de março de 2013

Não há baby blogs

Quando uma blogger diz que vai criar um baby blog, está apenas a tentar atirar areia para os olhos dos leitores, sendo esse, ironicamente, o único meio que temos disponível para captar os seus conteúdos.

Uma mulher não cria um baby blog. Por definição, um blog feminino já é um baby blog, visto que serve meramente o propósito de retratar o caminho que se percorre até lá chegar, se é que ainda não se chegou lá. Os blogs de gaja são desprovidos de mariquice, mesmo quando ainda não têm filhos? Pois, raramente, não é? Então calma que a coisa há-de lá ir dar.

Quando um homem cria um baby blog para expressar toda a felicidade que vai dentro de si... enfim, não quero falar sobre isso. Vou limitar-me apenas a dizer que respeito todas as orientações sexuais, dar os parabéns, e seguir em frente.

terça-feira, 12 de março de 2013

Descubram quem são os pais...

... que deixaram uma criatura de 15 anos chegar ao ponto de ter SEIS TATUAGENS do Justin Bieber no corpo e CHAMEM UMA ASSISTENTE SOCIAL o mais depressa possível. Sim, porque uma tatuagem ainda se faz às escondidas, mas seis é uma filha da putice do demo. Não há desculpa, vocês são umas bestas. Há poucas barbaridades piores que se possam fazer ou deixar um filho fazer a ele mesmo. Se calhar, se a filha descobrisse que era lésbica já andavam todos com um medinho daqueles.

Por melhor que se tente educar uma criança em casa, há sempre hipótese de vir a desenvolver gostos estranhos, fruto da convivência com crianças educadas por hillbillies. Tudo bem, faz parte. Quem nunca teve a sua quota parte de ídolos fraquitos na sua infância/adolescência, que se acuse. Porra, ainda hoje eu tenho ídolos. Mas uma coisa é certa; ter um ídolo não implique que sejamos idiotas. Aliás, em caso de paixões musicais estranhas, agarrem-se à única coisa que ainda vos pode salvar a vida, que é o imenso potencial mimético que os humanos têm para se incluirem na normalidade.

Podes gostar de Angel-O, mas ao menos disfarça.

domingo, 10 de março de 2013

Solidariedade Coerciva

Correndo o risco de parecer insensível, já não sei que cara hei-de fazer à malta que está nos centros comerciais a abordar as pessoas em nome da luta contra o cancro. Se eu ajudasse de cada vez que me pedissem, especialmente numa altura de crise, quem precisaria de ir para a rua pedir ajuda seria eu. Ou era isso ou recorrer à boa vontade do Banco Alimentar Contra a Fome (no qual, por sua vez, há membros que também sabem ser bastante irritantes).

Vamos lá ver uma coisa: eu não tenho dinheiro para essas merdas. Isso não quer dizer que eu queira que as pessoas sofram da doença. Aliás, gostando da ideia e fazendo parte de um estado social (mas no meio, não tão à esquerda nem à direita quanto alguns desejam), quero acreditar que parte das contribuições são empregues precisamente nesse fim. Dar a uns e não a outros (normalmente às meninas mais bem maquilhadas e sorridentes) é que seria uma atitude hipócrita. É que são sempre os mesmos. Não há uma psoríase, não há um pé boto ou uma caspa mais crónica.

É normal que uma pessoa se torne insensível. Eles estão em todo o lado. Não há um dia em que uma pessoa não seja solicitada para uma coisa dessas. Estamos com pressa e acabámos por levar em cima com os gajos do City Bank ou do Barclays, que, quais artistas circenses, nos dizem antipaticamente na cara "mas você nem sabe o que é que eu tenho para lhe dizer". Sei, meu caralho, sei. E pronto, estamos nós a pensar se será que chegamos a horas a certo sítio e se fazemos ideia de como vamos pagar determinada conta, e estão lá mais aqueles, a pedir dinheiro para o cancro. Assim como há pessoas extremamente simpáticas, que não insistem e percebem a indisponibilidade de algumas pessoas, há gente que nos fica a olhar com cara de "parece impossível, não queres ajudar os sidosos ou cancerosos, vê lá se não te calha a ti". E quando passamos pelo mesmo sítio nem dez minutos depois, e a mesma pessoa nos volta a abordar como se nunca o tivesse feito?

Se as pessoas quisessem (ou pudessem) mesmo ajudar, sempre que o quisessem fazer, dirigir-se-iam aos postos da respectiva campanha. As letras são grandes e toda a gente sabe o que se passa ali. Aí sim, queria ver quantas pessoas é que estariam dispostas a fazer uma contibuição. A fazer com que os outros se sintam mal também eu conseguia angariar dinheiro. Sempre pensei que um "peço desculpa, mas agora não, obrigado" fosse cortesia suficiente. Não é. Também já ponderei dizer que "dinheiro não tenho, mas posso dar-lhe um abraço" ou até "ah, mas eu não tenho cancro, obrigadinho". Tenho a certeza de que a minha imagem não sairia manchada. É que eu já esgotei todas as formas de sorrir, de pedir desculpa. Sobra-me o passo acelerado, caminhar junto às paredes, e fingir que tenho a pior visão periférica do mundo.

domingo, 3 de março de 2013

A manifestação de 2 de Março...

... deixou-me uma grande dúvida a pairar na cabeça:

Pelo menos até há pouco tempo, ela vivia com a mãe, e acho que não tinham empregados. Quando havia assim uma nódoa mais fodida numa colcha ou num casaco, era a própria da Monica Lewinsky que se deslocava à lavandaria e explicava o que é que precisava que fosse feito ou a mãe tratava disso por pena dela?