segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Gostava muito...

... de concorrer ao Quem Quer Ser Milionário. Estou farto das novelas nos canais portugueses em horário nobre e acho que fazia sentido um programa como este voltar a ser transmitido na televisão portuguesa. Talvez quando o Carlos Cruz acabar de cumprir pena a direcção da RTP1 se lembre de o ir buscar aos portões e, novamente, volte a apostar neste formato.

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Experiência de quase-morte

Pensava que a sensação que melhor emulava os nossos últimos momentos presos à vida seria qualquer coisa como estar deitado no sofá a ver "My Big Fat Gipsy Wedding" no TLC (o programa não se podia chamar só "My Gipsy Wedding"? Que complicação, caramba), mas não. Não tem nada a ver. Sei porque o senti na pele esta madrugada.

De repente, não reconheço o sítio onde estou. Sinto-me cansado, muito cansado. Olho para todos os lados, sei que estou a ver pessoas mas não consigo distinguir bem quem é. Há alguém que se aproxima e me pergunta "Você está me ouvindo?" Aliás, nem sei bem se é isso que estou a ouvir ou se é o meu cérebro a tentar descodificar os sons para aquilo que me parece mais próximo do raciocínio. Não, afinal não. Estou a ouvir mesmo muito mal e a maior parte das palavras parecem ser proferidas numa língua estranha, praticamente ininteligível.

Mal me consigo mexer. Se o fizer, de repente não consigo ver ninguém e isso dá uma sensação de medo maior do que não conseguir reconhecer mais do que vultos, formas, cores.

Devo estar mesmo em péssimas condições, já que todas as pessoas estão acima de mim, a olhar para baixo, a apontar na minha direcção, com vozes preocupadas. A pouca luz que ainda me servia de guia desaparece e ficam apenas as vozes, cada vez mais alvoraçadas. Um clarão repentino. As vozes, meu deus, as vozes. É isto o fim? Não tenho direito a uma segunda oportunidade? Fiz tão pouco... tão pouco de que me orgulhasse.


Afinal é só um amigo nosso que emigrou para o Brasil e faz anos. Estamos em contacto através de Skype num iPad, pousados na mesa dos salgadinhos, ao nível da cintura de toda a gente. De toda a gente não. A mãe do amigo está a olhar para nós, à mesma altura. Viraram um tablet para o outro e lá tivemos de soprar para as velas do bolo. Tinha o emblema do Benfica. O facto de ser adepto de outro clube (os simpatizantes que me desculpem) levou-me a soprar com a máxima força, de modo a que valentes perdigotos se alojassem na cobertura.

Daqui a bocado já limpo o monitor.

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Sempre que aparece meia dúzia de intelectualada...

...a falar mal de uma merda qualquer, mesmo que seja boa, há meia dúzia vezes mil de carneirada que se ergue, orgulhosa, para bradar aos céus que aquela sempre foi a sua opinião. Miguel Esteves Cardoso disse que a "Gaiola Dourada" nem sequer uma boa merda conseguia ser e toda a gente, de repente, se ajoelha aos pés do mestre.

Ora o mestre, lá por ser mestre, não deixa de ter as suas paragens cerebrais e de dizer merda (da boa e da má) quando lhe dão espaço para isso.

O filme é bom e isso não está sequer aberto a discussão. O facto de uma coisa ser objectivamente bem feita e nós, ainda assim, não gostarmos ou não nos identificarmos com ela, não faz com que sejamos atrasados mentais. Temos de aprender a diferença entre dizer-se "não gosto" e "é uma valente bosta", já que nem sempre as duas coisas andam de mãos dadas.

O problema de muita gente é a expectativa que tem acerca de tudo. Quando as primeiras pessoas começaram a ver o filme, gostaram tanto que lhe teceram rasgados elogios. Temos tendência para hiperbolizar as coisas de que gostamos muito. Agora, digam-me, estavam à espera de quê? Quem foi ao cinema a achar que aquilo era o melhor filme cómico de todos os tempos só pode sair desiludido. Eu até acho que nem sequer é um filme cómico, tendo apenas alguns apontamentos mais engraçados.

Acontece a mesma coisa com os Santinis e os "melhores bolos de chocolate" da vida. De tanto se ouvir dizer que são experiências inesquecíveis sem as quais não se morre completo (e estou a balizar o nível por baixo), tudo o que seja menos do que haver uma tipa a executar um final feliz na minha pessoa enquanto eu como o alimento mais superlativo alguma vez inventado (só a comida não chega para o evento se equiparar às descrições) vai ficar sempre muito aquém das minhoquinhas que nos põem na cabeça.

Passa-se o mesmo com o filme. Repito, é bom. Para quem está à espera de sair do cinema automaticamente curado de todas as doenças que o assolam, aconselho a que se feche em casa e corte todo o contacto com o mundo. Não vale a pena viver. Tudo o que dizem que é bom e vale a pena é, afinal, fraquinho.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Uma polaca para 100 mil

Acabei de ler numa notícia da Visão que há uma polaca interessada em viajar pelo mundo e ter relações sexuais com cem mil homens, de modo a estabelecer inequivocamente um recorde mundial. Diz ela que é uma espécie de maratona sexual. Maratona não, ultramaratona. Se esta badalhoca fosse atleta era o Carlos Sá da queca. Imagino até que os relatos das dificuldades no decorrer da prova sejam idênticos aos dele.

Percebo agora o olhar guloso da maioria dos homens com mais de cinquenta anos com quem me tenho cruzado. É que parece que a tipa pretende dar um saltinho aqui a Portugal. Tendo em conta o número de gajos que ela quer comer, as probabilidades da sorte grande (tem pouco de magreza, a moça) vir a calhar a alguém com as partes mais bafientas é mais que muita. Não esperem é que seja de borla. Todas as coisas boas na vida têm um preço e esta não é excepção, ou não cobrasse ela nove euros e trinta cêntimos pela inscrição.

Não acho caro. Um gajo mete uma moeda de cinquenta cêntimos num daqueles carrinhos do Noddy ou na Abelha Maia e aquilo só sobe e desce durante trinta segundos. Nem sequer há final feliz (a menos que não estejam sozinhos e caibam todos). Já a polaca, promete até vinte minutos de diversão, podendo a moeda ser inserida na totalidade das ranhuras estipuladas por Deus Nosso Senhor para o efeito (não tenho dúvidas de que Ele sabia que, se dá para meter, é porque a malta vai tentar).

Eu já estou servido de senhora, embora sobejamente mais asseada; se não estivesse, não sei se resistia. Uma coisa é certa: este tipo de iniciativas fazia muita falta quando eu andava no secundário. É claro que se fosse com a mesma rapariga, ela na altura devia ter uns dez ou uns onze anos de idade (ou menos) e eu não sou desses. Mas porra, quando eu estava no décimo ano também devia haver polacas com graus de quenguice similares. Que não fosse pela falta de 1800 escudos, que esses tinha-os eu.