domingo, 20 de outubro de 2013

Afinal quem é Pedro M.?

Isto podia ser o título da Nova Gente. À noite, blogger respeitado, mas de dia, quem sabe?

A certa altura da minha vida percebi que um blog era uma jaula demasiado pequena para prender uma besta muito grande. O meu blog já não me serve. Ou o elástico perdeu a força, ou então a minha barriga já não é aquilo que era dantes.

Decidi então perseguir a minha verdadeira paixão: a cosmética. Sempre quis ter a minha própria linha de vernizes, especializados na unha grande do dedo do pé, mas cedo percebi que as marcas não estavam interessadas em mim. Segundo eles, o caminho normal a seguir seria editar primeiro um livro, dar-me a conhecer, depois um editar um cd e finalmente, quem sabe, progredir para outras coisas.

Ora eu um livro pronto não tenho, mas de música gosto. Gosto que é um disparate. Tenho até uma playlist com belos temas para fazer amor (que se quiserem até poderei divulgar a lista), mas queria ir mais longe. Decidi inovar e ser eu próprio a tocar os instrumentos. É arriscado, mas pode funcionar. Lá está, também pode não funcionar porque é arriscado.

Como a coisa não está já pronta para sair, já que sem os apoios certos não se faz nada na vida (alguém conhece a malta do Tribunal Constitucional?), achei que era simpático postar aqui um vídeo todos os meses, para vos ir adocicando a boca e os olhos, tal como fazem os concorrentes do Preço Certo quando levam chouriças e galhardetes ao Fernando Mendes.

Publicar um vídeo na internet implica que toda a gente, de repente, passe a ter acesso à minha fuça. Ao longo dos anos, fui conhecendo algumas pessoas através do blog, soube de outras que tinham curiosidade em saber quem eu era, e talvez outras até a tenham perdido muito depressa após o primeiro relance. Mas quem quer aparecer, a menos que faça parte de uma banda tipo Gorillaz, enfrenta essa condição inescapável que é, logicamente, APARECER.

Vou-vos deixar o vídeo aqui em baixo (por favor, vejam em fullscreen e em hd, que a malta não andou a ter trabalho para isto ser visto através do buraco da agulha) e o link para o facebook em modo permanente, do lado direito. Se acharam a primeira foto de teor um pouco para o cagão, preparem-se porque as outras serão todas piores. Artista que é artista dá-se ao respeito. Se gostarem, submetam-se à tirania do Facebook, laikem e partilhem o vídeo da mesma forma como partilharam os brinquedos em criança. Errr...

E os vídeos, esses, serão um mimo. Acho.

sábado, 19 de outubro de 2013

Demasiado bom para ter sido o primeiro

Tenho sempre a tendência para achar que, se tenho um boa ideia, alguém já a terá tido algures no passado. Com biliões e biliões de pessoas no mundo, ainda que algumas não pensem, basta fazer as contas.

Digo isto porque há bocado a minha namorada estava a ver o Glee (que programa tão "#%&/$%$%&). Era um episódio sobre os Beatles e eu lembrei-me de que o Hitler era um grande fã deles e a sua música favorita era o "Hey Jew".

Fui googlar.

Não sou original.

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Há um lugar para cada apêndice

Neste momento, um velhote de sobretudo sem nada por baixo, a mostrar a pila numa paragem de autocarro, seria mais refrescante do que ter de estar a levar com a língua da Miley Cyrus a cada cinco segundos. Nunca pensei dizer isto da Romana, mas soube ter mais dignidade quando decidiu deixar de ser bebé.