segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Parece que todas as figuras públicas...

... que terminaram recentemente uma relação dizem às revistas cor-de-rosa que estão a atravessar uma fase muito feliz na vida.

Dito isto, se andas triste e já és solteiro ou viúvo, tás fodido.

sábado, 16 de novembro de 2013

A cavalo dado não se olha ao dador

A primeira vez que vi os resultados de um dos primeiros passatempos da Pipoca, tive um imediato sentimento de "really?!", culpando-a de mau gosto por ter escolhido aqueles vencedores. 

Eu sei que ninguém tem a obrigação de ser poeta e que, quem não o é, tem todo o direito a querer ganhar qualquer coisa, mas há um lado mesquinho em mim sem botão de on/off. 

Hoje, olhando para o enésimo passatempo, percebo que estava a ser injusto. O problema não é dela, a malta que concorre é que só é mesmo capaz daquilo. Isso não faz com que as pessoas sejam automaticamente más ou burras no todo apenas por uma pequeníssima falha, mas fico sempre com um esgarzinho de vergonha alheia. Tenho pena de, quando andava na 3ª classe, ainda não existir aquele blog e eu não ser maricas (lá está, é um blog de gaja, não se pode agora estar à espera que se ande a sortear sempre gadgets e só de vez em quando cremes e bandoletes). É que, precisamente a esse nível, eu já exibia as competências necessárias para me lembrar de um "Leio cada conselho da Pipoca com rigor e atenção, por isso vou experimentar este Baileys Chocolate Luxe com prazer e moderação." e achar que já não me precisava de esforçar mais para concorrer. Sim, eu já sabia o significado de rigor e atenção. Quanto muito diria "mamã, o que é Bailis?".

Aos que dirão automaticamente "ai é, então porque é que não fazes melhor, ó sacripanta?":

Às vezes, fazer melhor é, precisamente, admitir que não se sabe fazer algo e, pura e simplesmente, não fazer.

 

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

A dieta dos não sei quantos dias

Embora isto já seja do conhecimento público, há duas pessoas que perderam uma quantidade considerável de peso nos últimos tempos: a Fanny e eu. Com o estrondoso sucesso que a minha entrada na indústria musical teve (está já agendado eu ir no mês que vem para Miami, onde o Snoop Dogg vai fazer um dueto comigo no meu próximo single, cantando as palavras "Pederou Marrquez" três vezes), a minha agente minha namorada disse que eu devia expandir o meu mercado alvo e escrever um livro de dietas. Na cabeça da maior parte das pessoas, essa é a progressão lógica. Até lhe sugeri chamar ao livro "The Diet of Anne Frank", mas ela achou que era de mau gosto e que eu devia usar qualquer coisa do género "A dieta dos não sei quantos dias de Pedro Marques", como toda a gente faz. Não percebo porquê. Se perder peso é uma actividade orientada para os resultados, vamos usar os exemplos que apresentama maior garantia de sucesso.

Porquê um livro de dietas? No meu vídeo, que podem voltar a ver ou no post passado ou no facebook da página, se repararem bem, podem ver três Pedros diferentes, tendo em conta na altura não termos podido filmar tudo de uma enfiada. Um tem 90 quilos, o outro 85 e no final há um com 78.

Há uns meses atrás disseram-me que eu estava gordo. Se eu estou gordo tu ou és atrasado mental ou metes pedrinhas no rabo para magoar a pichota dos outros meninos, pensei eu, todo ressabiado. Acontece que entretanto houve mais pessoas a dizer o mesmo.

Eu nunca fui gordo, porra. Sempre fui magro e isso era um dado adquirido. Comia toda a merda que me apetecia e sabia que o desporto se encarregaria de que fosse outra pessoa qualquer a ser gozada na rua e não eu. Até que me comecei a sentir mais pesado e com menos energia. A certa altura, pela piada e só para ver como era, queria ver se conseguia chegar aos 90 quilos e depois perdia tudo facilmente. Pois. No princípio do ano atingi esse objectivo (90,2 sem roupa, de jejum e já depois de ter cagado) e achei que 90 era para meninos e que afinal 100 é que seria de homem. A minha agente minha namorada disse prontamente que me largava se isso acontecesse (que relação tão pouco profissional). Eu faria o mesmo se fosse ao contrário (e ela nem precisava de chegar aos 100), sendo que desta vez já não estava tão confiante de que fosse fácil perder peso.

Da tomada de consciência à acção há sempre um espaço de tempo chatinho, que nos faz andar ali no limbo. Em Junho disse "basta!" (quer dizer, não foi bem basta, foi mais foda-se tou gordo comó caralho e já só consigo ver a cabeça da pila quando tá dura e é porque é comprida) e decidi mudar alguns comportamentos. Hoje pesei-me e já vou nos 76.

A vitória não é ver um valor baixo na balança, mas sim saber que será preciso que nos façam uma lobotomia para que voltemos a cair em certos comportamentos antigos. Vou partilhar convosco aquilo que fiz, com a vantagem de que não sou nutricionista (o povo identifica-se mais facilmente com o seu semelhante) e puta que pariu se algum dia me apanhavam num (quanto muito dentro de uma, se não tivesse namorada).

O meu jantar era quase sempre dois bifes, dois hamburgueres ou dois quaisquer afins e uma porção enorme de massa temperada com bastante manteiga e alho. Saltava imensas refeições (especialmente a primeira!) e então achava que merecia, ao fim do dia, comer um prato de comida tão bem aviado que aguentasse um episódio inteiro de The Walking Dead desde a primeira garfada à última.

Agora, como apenas um bife ou um hamburguer ou uma lata de atum ou posta de peixe. Evito comer massa e arroz à noite (e quaisquer hidratos de carbono, tirando os da fruta); se me apetecer, compenso uma dose menor com milho ou outro vegetal. Adoro milho e ervilhas (e isto também é uma sorte). O prato continua cheio mas bem menos calórico. Descobri que sou maluco por favas. Isto, tenho de admitir, é uma sorte. Se fico muito tempo sem as comer, fico genuinamente contente quando sei que o jantar vai ser carne com favas sem mais nenhum acompanhamento. Ah, e não me fazem peidar mais do que já me peido, ao contrário daquilo que muitos dizem (mas aí já tem a ver com as diferentes tolerâncias de cada pessoa).

As grandes arrozadas e massadas ficaram agora reservadas para o almoço, para que toda essa energia seja gasta durante a tarde, onde é bem mais precisa.

Bolachas de chocolate recheadas (eram o meu go to snack) deixaram de entrar aqui em casa. Ao lanche (ou sempre que tenho fome) costumo comer ou fruta ou pão com mel (vá, doce quando não há). O mel demora mais a ser degradado e acaba por ser uma excelente fonte de energia, especialmente se formos correr a seguir (continuo a achar que correr é uma seca, e tenho andado a escapulir-me aos "treinos"). Dantes, para me sentir saciado, comia duas sandes de pão de forma branco bem barradas fosse do que fosse. À parte do recheio, por si só isso já dava quatro fatias de pão. Agora já não fecho o pão e troco, sempre que posso, pelo integral. Barro duas fatias separadamente com mel (sem que sobre na faca ou na colher para me lambuzar à parte) e era como se tivesse as mesmas duas porções do costume, com metade das calorias.

Já não bebo refrigerantes. De vez em quando, socialmente, o máximo que faço é pedir Coca Cola Zero (eu sei que não sabe bem ao mesmo, mas com o tempo uma pessoa habitua-se). Também não faz grande coisa ao organismo, mas é tão esporádico que escapa.

Para fazer estas adaptações usei um software de contagem de calorias. Ai que chatinho, poderão dizer, mas ajudou-me a ter a perfeita noção daquilo que comia antes, e de como espaçar a comida de modo a que que não tivesse de abdicar de muita coisa e que pudesse dosear bem as quantidades ao longo do dia, nunca tendo fome. Pesquisem, que há alguns grátis ou com períodos de teste bem generoso.

Uma coisa é certa: perder peso é democrático e matemático. Todos o podem fazer, e se gastarem mais energia do que aquela que consomem, NUNCA SERÃO GORDOS.

Agora que já atingi mais do que o objectivo (com 78 já ficaria plenamente satisfeito, já que não sou baixo), já não estou tão nazi e desvio-me de vez em quando da dieta. Se sugerirem comer uma calzone à noite, já não me meto com paneleiradas. Simplesmente limito-me a comer a pizza muito devagarinho, e a saborear ao máximo. Aliás, é um prazer duplo. Quando toda a gente já acabou eu ainda só vou a meio e ficam todos fodido dos cornos de inveja de mim.

Já agora gostava de saber as vossas experiências com isto dos pesos. Embora eu tenha passado apenas pela rama naquilo que fiz (poderei ser mais detalhado se alguém quiser), tenho muito para aprender e acho engraçado fazermos as coisas de borla.