quinta-feira, 27 de março de 2014

Eu até gostava de ti

Habituei-me a ler o Público porque era o jornal que o meu pai mais comprava e lia. Parecia-me isento, perdia menos tempo com mariquices do que a maior parte das outras publicações e fazia-me sentir que estava a par daquilo que realmente interessava.

Motivado por isso, acabei por "laikar" a página deles no facebook há algumas semanas. Neste curto espaço de tempo aprendi que a casa dos segredos não é o único espelho daquilo que em Portugal é o estado da arte em termos de cenas que fedem a cocó.

Não há notícia do Público no facebook que não motive o aparecimento de hordas de neandertais sedentos de sangue. São incapazes de entender ironia, são violentos quando confrontados com coisas completamente inofensivas, e comentam sem saber ler ou sem ler sequer aquilo que é publicado. Como as pessoas de jeito rapidamente perdem a paciência ao tentar chamar à razão atrasados mentais, a proporção de pessoas decentes para aquelas que mereciam umas férias vitalícias nas Berlengas é cada vez mais baixa. Resistem alguns, mas o esforço é inglório.

4 comentários:

Pedro P. disse...

Não é só no Público, infelizmente. Aliás, onde isso é mais evidente é nos jornais desportivos. As pessoas aproveitam esses espaços para soltar o homem das cavernas que há dentro delas..

A Mais Picante disse...

Engraçado. Era também o jornal que o meu pai mais comprava.
Os comentários de FB não vale a pena ler, independentemente do meio. É só anormais.

Sofia disse...

Eh pá! Notei isso numa crónica que li há uns tempos...
Fogo! Crónica é isso mesmo... uma crónica, não é para ser lida de forma literal.
No entanto, os comentários acusavam o autor de estar preocupado com o descontinuar de uma linha de estantes do IKEA.... quando ele apenas usava isso como pretexto para falar de livros.

Achei aquilo tão ridículo que simplesmente deixei de ler os comentários às noticias ou crónicas. Não vale a pena!

Ronhonhó disse...

Por isso eu prefiro o púbico da minha mulher! E de vez em quando leio o Inimigo Público.

Abraço,
Sam