terça-feira, 25 de novembro de 2014

Ser-se de esquerda nos dias que correm

Não julguem que é por falta de solidariedade; eu próprio sou meio canhoto, já que escrevo (entre outras coisas) com a mão direita mas chuto com o pé esquerdo. Percebo que haja coisas que tenham de ser adaptadas para essa realidade, mas não consigo perceber a reivindicação de que se tenha de fazer tudo para canhotos.

Por exemplo, não há pianos para canhotos. Então, assim sendo, porque é que se faz tanta fita para que haja mais modelos de guitarras para canhotos? Estamos a aprender uma coisa nova de raíz, que exige actividades independentes às duas mãos, embora sincronizadas, o que nivela o patamar para ambas as orientações. Quanto muito, os canhotos estão em vantagem, já que se exige muito maior memória muscular e movimento fino à mão esquerda do que há direita.

 Fazendo uma pesquisa rápida, até flautas para canhotos há. O que se segue a seguir? Pilas para canhotos? Umas mais entortadas para um lado e outras para outros? Então e se o possuidor da pila canhota tiver uma namorada destra? Não se pode sentar ao lado dele para proporcionar algum auxílio em horas de necessidade? Terá obrigatoriamente de se posicionar à frente dele? É que, parecendo que não, o contacto visual pode ser desarmante para algumas pessoas em determinadas situações. Para mim não, que sou um animal.

Vejam lá isso.

Sem comentários: