segunda-feira, 31 de março de 2014

No Natal pela manhã... ♫

♫ há em todos os países
muitos milhões de velhinhas
com varizeees ♫

quinta-feira, 27 de março de 2014

Eu até gostava de ti

Habituei-me a ler o Público porque era o jornal que o meu pai mais comprava e lia. Parecia-me isento, perdia menos tempo com mariquices do que a maior parte das outras publicações e fazia-me sentir que estava a par daquilo que realmente interessava.

Motivado por isso, acabei por "laikar" a página deles no facebook há algumas semanas. Neste curto espaço de tempo aprendi que a casa dos segredos não é o único espelho daquilo que em Portugal é o estado da arte em termos de cenas que fedem a cocó.

Não há notícia do Público no facebook que não motive o aparecimento de hordas de neandertais sedentos de sangue. São incapazes de entender ironia, são violentos quando confrontados com coisas completamente inofensivas, e comentam sem saber ler ou sem ler sequer aquilo que é publicado. Como as pessoas de jeito rapidamente perdem a paciência ao tentar chamar à razão atrasados mentais, a proporção de pessoas decentes para aquelas que mereciam umas férias vitalícias nas Berlengas é cada vez mais baixa. Resistem alguns, mas o esforço é inglório.

domingo, 16 de março de 2014

Deixemo-nos ficar pelo futebol

Há coisas em que somos bons. Nisto não. No dia em que ganharmos um Festival da Eurovisão, é sinal de que a nossa identidade cultural morreu mais um bocado. Num concurso que é marcado pela labreguice, devia ser um ponto de honra ficar pelos últimos lugares.

Não sei do que tenho mais vergonha. Será pior 1) sermos representados por um inenarrável tema, "composto" pelo Emanuel e cantado pela Suzy (who?), 2) não haver uma diferença de qualidade assim tão grande por parte dos outros temas concorrentes ou 3) saber que foram "os portugueses" (hoje em dia já não sei o que significa isto, e às vezes obrigam-me a não ter muita vontade de o ser) a escolher esta coisa como representante de um país que já teve muito do que se orgulhar?

Se os outros querem primar pela mediocridade, deixem-nos. O problema não é nosso. Que o nosso lugar seja o último. Reduzirmo-nos ao mínimo denominador comum é bastante pior.

O chumbo da co-adpoção e a Suzy & friends, tudo na mesma semana, é desolador. Pelo menos o Sporting ganhou.

sexta-feira, 14 de março de 2014

O Verão ao virar da esquina

Ao almoço, rimo-nos bastante de uma publicidade que tem começado a passar bastante na televisão, os comprimidos brasileiros para emagrecer.

Para começar, não percebi porque é que o principal factor distintivo era o facto de serem brasileiros. Podiam ser comprimidos de caramelo, de mentol, de qualquer outro princípio activo potente, mas não, eram brasileiros. Da última vez que vi, Globo e Brasil não são sinónimos. Quando era puto pensava "sim senhor, uma brasileira é que eu gostava de ter, são todas esguias e gostosas", mas agora já sei que não há país nenhum em que se diga que a mulher média (e homem, note-se) é geralmente boa. Tirando a Somália e afins, a maior parte das pessoas tem peso a mais e arranja-se pouco. Há quem tenha a sorte de sacar uma bem cativante, mas infelizmente não é a norma, como qualquer nativo de qualquer país nos quer fazer pensar.

Após extensiva pesquisa (deus, a existir, manifesta a sua omnisciência em forma de Google), percebi que lhes chamam de brasileiros simplesmente porque o princípio activo, da família das anfetaminas, é proibído na Europa mas não lá, os seus principais produtores. Para bem dos brasileiros, espero que o estejam a exportar mais do que a consumir. Nós cá produzimos muita merda, mas não só não a sabemos exportar como ainda vamos buscar mais lá fora.

Caso tenham dúvidas, agradeçam sempre à malta do marketing. "Não está disponível em farmácias e dietéticas", ao contrário de fazer alguém correr para o telefone, é apenas um enorme aviso de que, se não está à venda precisamente nos locais devidos, por alguma razão é. E, geralmente, não é boa.

Comer adequadamente, praticar desporto regularmente, foder descomplexadamente.

De nada.

sexta-feira, 7 de março de 2014

É pena que as probabilidades do Euromilhões...

... não estejam também presas ao número de apostadores por cada concurso. Eu seria daqueles que, de certeza analítica, apostaria apenas quando o prémio fosse baixo. Ai hoje são só 12 milhões? - seria um óptimo dia para jogar.

Ganhar cem milhões deve dar uma dor de cabeça gigante. A começar nos jornalistas, que sabendo que o vencedor era português, fariam esperas na Santa Casa para ver quem iria reclamar o prémio, não haveria como não andar num estado permanente de desconfiança. Mesmo se assim não fosse, entre amigos, conhecidos, e família, alguém iria dar com a língua nos dentes. Se forem parte integrante de um casal, daqueles que dão beijinhos e fazem coisas juntos, como tratar da casa e ir ao cinema, tudo isto passa a dobrar.

Não sou uma pessoa altruísta, confesso; não me faria confusão, ainda assim, ajudar aqueles que me são mais próximos. Aliás, nem acho que seja uma ajuda, que até soa demasiado a pobre; seria o reconhecimento merecido da importância que tiveram ou têm na minha vida. Conheço algumas pessoas que guardariam escrupulosamente segredo (nada que cem mil euros e um contrato com uma cláusula de confidencialidade não consigam), mas isto é como tentar usar as mãos como taça para beber água. Bitches gonna tell, sista.

De repente, os pedidos de ajuda seriam incessantes. O quê, só quinhentos euros? -  seria uma das respostas possíveis. Eu dou o que quero, caralho; esmiuçando as nossas interacções, apertei-te a mão um punhado de vezes e saiu-me ao preço de vários finais felizes.

Iam descobrir onde eles estudavam e iam-me raptar os putos à porta da escola. Não, não moro no Brasil, mas porra, são uma catrefada de milhões. Resta-me o consolo de que pudessem andar a ter más notas, sempre era um castigo para ver se aprendiam a fazer o que os papás dizem.

Com cinco milhões um gajo empata aquilo numa casa boa, mais uns apartamentos para arrendar, investimentos em empresa própria e tá a andar, não há muito mais para sacar.

Ganhando, no entanto, uma quantia de nove dígitos, e já que vocês, por este parágrafo já devem estar aterrorizados e eu não me importo de me sacrificar em vosso nome que nem o Jesus fez, o meu plano de acção já está estipulado. Comprava um Seat Ibiza branquinho com jantes em liga leve e escusava-me a dar a minha verdadeira morada. Nada de Porsches e cenas do género que chama demasiado a atenção. Se alguém me desse boleia, dizia que morava num sítio e, que nem uma adolescente namorando com alguém de classe bem mais abonada, esperava à porta até o carro se ir embora, dirigindo-me depois ao meu verdadeiro poiso. Não hão-de perceber nada. Já o recheio, mais coincidente com o meu recém adquirido estatuto, seria um segredo só meu.

Mesmo comprando um bocado acima das minhas actuais posses (portanto, em vez de salsichas da marca Continente compro da Isidoro, ou até, loucura, da Nobre, que são as minhas preferidas), apenas poderiam ficar desconfiados. Alguns iam pensar que ando a gamar, ou até a vender o cú, mas deixa-os pensar. Contar é que é mau negócio.

Porra, contei o meu plano.

segunda-feira, 3 de março de 2014

Oscares = ...

... gajas com buço e sobrancelhas mal amanhadas, de pijama, a comer leite creme, enquanto criticam vestidos que custam mais do que todo o seu guarda-roupa.

Estou assim tão enganado? Já agora, foi só impressão minha ou aquela malta dos filmes beija-se demasiado e sem olhar a quem?