sábado, 3 de outubro de 2015

É por isso

Às vezes perguntam-te o que queres para jantar. Tanto faz, escolhe tu - é uma resposta banalíssima que toda a gente dá, enquanto não se quer ser incomodado por se estar ocupado a fazer outra coisa qualquer, igualmente banal.

- O quê, arroz à valenciana??


E é por isso que tens de ir votar. Se não queres, não te queixes.

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Tradições, aleluias e coisos

Embora o meu jesuscristês esteja enferrujado há umas boas meias dúzias de anos, ainda tenho presente quando é que se celebra o Natal e a Páscoa. Hoje, por exemplo, não é dia nem de um, nem de outro, mas está a dar a Páscoa na televisão. Eu sei disso, mas as pessoas que trabalham na RTP Memória não sabem, e é um canal que ainda anda a transmitir jogos do Benfica contra o Salgueiros nos anos noventa. É estranho uma coisa ter memória no nome e não saber a quantas anda, mas eu folheei uma vez um livro do Gustavo Santos e lá ensinava a importância de saber perdoar. Ou aquilo não foi traduzido em mais do que duas ou três línguas, ou então israelitas e palestinianos não têm acesso aos livros dele, porque eu até aprendi num instante e lá dei um desconto quanto à relevância da emissão.

Dizia eu que estava a dar a Páscoa na televisão. Cheguei até essa conclusão um bocado antes da voz off o ter denunciado porque estava um padre e uns quantos ajudantes a entrar pelas casas das pessoas adentro, numa daquelas terras onde quase todos são Telmos e Sónias do Big Brother, só que em diferentes estados de pilosidade e envelhecimento. Os mais velhos vestiam fatos dois tamanhos acima e os mais novos iam agarrados a uns chocalhos polidos, que abanavam freneticamente enquanto gritavam aleluia a rir. Era fervor religioso, segundo o locutor.

Apesar de tudo, não parecia ser tempo de crise, já que a quantidade de doces e enchidos nas mesas era directamente proporcional à probabilidade de se apanhar herpes. Acho mal a comitiva levar uma imagem só para tanta gente; aquilo era tão rápido que a coisa nem tinha tempo de secar, de tanta saliva em forma de fio e perdigoto que levava. Também só agora com as redes sociais é que se começou a propagar mais a importância da higiene.

O escrutínio apertado do padre parecia impedir que houvesse gente a tentar falsificar os repenicos, mas uma análise mais cuidada levou-me a pensar que uma das Sónias mais velhas tinha aprendido o truque para não se lambuzar de forma indirecta na vizinha do lado, beijando outra zona que não os pés, como é habitual. Sendo que ela queria falhar propositadamente essa parte, e beijar Cristo na boca deve ser pecado, ela apontava exactamente para a zona que mediava a cabeça e os pés. Houvesse ali falta de fralda e aquilo seria o primeiro mini bobó pascal televisionado da história.

Acontece que, a certa altura, reparei que a norma era quase toda a gente beijar as partes à imagem e nunca os pés, que também são partes, mas não daquelas. Afinal não era uma questão de higiene. Podia ser o malandro do padre que punha a estatueta a jeito e depois a desviava um bocadinho para baixo, divertindo-se com as caras envergonhadas que tinham ido com a boca ao sagrado trombone. Também podiam achar todos que estavam a ser espertos e que, para além da Gracinda que esteve uns anos na América a servir e até casou por lá (a porca), mais ninguém ia beijar ali. A lâmina de occam, no entanto, obriga-nos a focar no facto da hipótese mais simples ser quase sempre a correcta, e por isso deviam era ser todos uns javardos. Afinal na televisão estavam ou não estavam a mostrar como eram as gentes do campo no período pré-Bolonha?

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Jornalismo pela hora da morte

São capazes de dar a notícia de que a Carolina Patrocínio lançou um livro, mas nem se dignam a dizer quem é que o apanhou.

domingo, 6 de setembro de 2015

Não é capitalismo, é paixão


Na minha lista de sonhos de coisas, ter um Alfa Romeo 4C está bem perto do topo. Não é o carro mais caro com que eu poderia sonhar, mas com o tempo vêmo-nos obrigados a moderar as nossas ambições. Eu nunca vou ter um Ferrari 458 Italia, um Mercedes SLS ou um Corvette, mas os cerca de 70k que o Alfa custa fazem-me sonhar que não está tão longínquo assim. Até eu, perante a conjuntura certa, poderia ter um carro que só custa cinco dígitos. A estrada está cheia de Seats Ibiza, e são do mesmo tamanho do 4C e também custam cinco dígitos.

Só que, remate que detesto, só que não. Na minha condição, 75k são uma miragem. Além disso, eu sou daqueles gajos que não sabem ser felizes. Para comprar uma coisa destas, que não entra no campo da necessidade, ela teria de fazer apenas uma mossa de 10% do meu património líquido.

Com um design destes, é possível que se venha a tornar um clássico e que, mediante um milagre, eu o possa vir a conduzir daqui a uns cinco, dez ou mil anos. Para agora, resta-me continuar a sonhar com ele, a murmurar o seu nome, e a mudar de ambiente de trabalho todos os dias.

Há alguém que leia este blogue e que tenha um? Lembrei-mede  que poderia acalmar um pouco este estado de depressão se alguém me deixasse aninhar no banco de trás de um deles só por um bocadinho.

Uns cinco minutos deviam chegar.

PS: A intenção pode ser boa, mas não me tentem confortar com um "deixa lá, os Alfas também só dão problemas". As mulheres também dão e, no entanto, toda a gente quer tê-las.

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

O casamento português do ano

Estive a vasculhar a imprensa cor-de-rosa e não apareço numa foto sequer do casamento do Jorge e da Sandra.

terça-feira, 14 de julho de 2015

A regra dos 5 segundos, quando nasce, é para os dois lados

Imaginem que um conhecido vosso, seja um familiar, amigo ou colega de trabalho, vai à casa de banho. Não há assim muitas coisas na vida tão inevitáveis como esta. Teve de ir cagar, paciência; até a Catarina Furtado caga.

"Ah, ele está na casa de banho, vem já."

Por razões que só o acaso pode definir, somos confrontados com essa pessoa logo após o desempenho da sua função. Vocês conseguem apertar-lhe a mão de consciência tranquila?

A questão aqui não é o asseio, que eu até escrevo isto partindo do princípio de que a pessoa é limpinha. O que não dá para esquecer é onde é que aquelas mãos estavam há não tão poucos segundos assim atrás. Cagar é pelo cu (menos no Dr. House), e não conheço artista que cumpra todos os passos sem ter andado lá com as mãos.

Assumindo que me dão alguma razão (acredito que muita gente, não tendo pensado ainda nesta problemática, tenha ficado sensibilizada para ocasiões futuras), qual será a margem aceitável para nos sentirmos de novo confortáveis ao cumprimentar alguém?

Catarina, não obstante toda a simpatia, beleza e talento, voltamos a falar daqui a uns trinta minutos e umas duas lavagens, ok?

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Não há nada mais japonês...

...do que bailarinas com trajes tradicionais e o logotipo do Lidl nas sombrinhas.

Sushi "Fest" Oeiras

Em memória de todos os que pagaram bilhete (especialmente aos que compraram logo para os três dias) para ir ao Sushi Fest Oeiras, façamos um minuto de silêncio.

AHAAAHHAHAHAHAH! Não consigo ficar tanto tempo calado com banhadas destas. Um evento destes só é bom para quem é "famoso" e vai à borla para a zona VIP, ou para quem não gosta de música portuguesa, já que não viram o concerto, com tanto tempo passado nas filas à espera de uns bocaditos de peixito.

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Nem sempre é bom saber línguas

Martunis, o menino que em 2004 sobreviveu a um tsunami na Indonésia, tendo sido encontrado após 19 dias apenas com a camisola da selecção vestida (parece que não era o Rui Costa que era bom, mas que o 10 das quinas é que dava poderes especiais), foi anunciado como jogador do Sporting Clube de Portugal. Martunis, agora com 17 anos, vai integrar o plantel sub-19 da equipa de futebol, tendo a oportunidade de treinar e jogar naquela que é uma das mais conceituadas academias do mundo.

Isto devia ser o expoente máximo do sonho tornado realidade, suplantando qualquer definição de sonho americano. Mas não, o facebook inundou-se de piadinhas reles contra Martunis e contra o Sporting Clube de Portugal, instituição que acaba de celebrar o seu 109º aniversário. Caso Martunis fosse fluente na língua portuguesa, acredito que, nesta altura, tivesse voltado ao seu país de origem completamente lavado em lágrimas com a chacota de que foi alvo. Assim, ajudado pelo seu intérprete, limitou-se a mostrar o seu agradecimento na apresentação à imprensa. Isto é humildade, e humildade é classe.

Não tenho dúvidas de que Martunis será importantíssimo no futuro do Sporting Clube de Portugal, tal como o Sporting Clube de Portugal será importantíssimo na vida de Martunis. A minha única questão para este vitorioso sobrevivente seria: gostas mais de duche ou de banho de imersão?


quinta-feira, 11 de junho de 2015

Só para os mais hardcore de memórias elefantinas

Alguém se lembra/sabe o que é que se passou com a Marianinha, que tinha um blog que era o gelado com chantili? Será que as doutoras lá da biblioteca do bairro a proibiram de vez de ir lá à net prosseguir com a sua rubrica de moda e o seu romance em pequenos capítulos, ou foi mesmo algo de mais grave?

terça-feira, 9 de junho de 2015

Barraca do Inferno

Sendo que uma pessoa, para estar informada, tem obrigatoriamente de ver o Trio de Ataque, O Dia Seguinte, o Playoff, o Tempo Extra e outros que tais, como é que é possível sobrar tempo a alguém para ver a Barca do Inferno? Convenceram-me a ver um, com o argumento de que aquilo era só mulheres, mas nem sequer havia nudez (se bem que a falta deste requisito nem sempre é um ponto negativo) e não discutiram nem um dos jogos mais polémicos do fim de semana.

Não conseguindo fugir, no entanto, à mini-polémica do momento (que nunca estaria talhada para superar o mediatismo da transferência de Jesus para Alvalade e a tentativa do ex-PM de se tornar no Mandela português quando não passa de um Zico), resta-me desejar que alguém ofereça prontamente um voucher para uma massagem à Manela, que isto de uma pessoa se enervar assim tanto não pode fazer bem à saúde.

E a Isabel, já respondeu? Pergunto por mera curiosidade e não como forma de pressão, que as narrativas são como Roma e Pavia.

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Estrunfe?

Estou curioso para saber qual vai ser o novo nome dado aos prémios Stromp.

De um ressabiado, os meus mais sinceros parabéns

Um colega meu da escola, embora não a título individual, ganhou um globo de ouro.

No princípio, sempre pensámos que ele nunca fosse capaz de aprender a ler bem, mas agora vêmo-lo chegar a este patamar.


Ainda não deve saber ler, mas bitches, please, há prioridades na vida.

Inversão da ordem da vida

Necessitando de 6 milhões por ano, num total de 18 milhões para um contrato por 3 temporadas, porque é que é o sobrinho a emprestar o dinheiro ao tio e não o contrário?

Jesus:

Este banco é demasiado pequeno para nós os dois. Fazemos um duelo para ver quem vai para o camarote?

O Leão, lá fora

Embora nada tenha a ver com o nome, lá fora somos conhecidos por Sporting Lisbon.

Tenho medo que nos passem a chamar de Sporting Luanda.

A vida depois dos 40

Jorge Jesus é um bom exemplo para desmistificar a ideia de que, em Portugal, é quase impossível voltar a arranjar emprego depois dos 40, estando as pessoas mortas para o mercado de trabalho.

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Coisas para bloggers que não se ensinam em cursos para bloggers*

Não seria melhor incluir no header "blog escrito em parceria com as marcas A, B, C, D, E e Y", poupando assim tempo no copy paste na escrita e livrando os leitores daquelas inestéticas letras pequeninas que aparecerão, inevitavelmente, escondidas algures em cada post (segundo as regras, claro)?

E aquela final da taça ontem, hã?





*post escrito em parceria com o ressabiamento desenvolvido pelos pelintras com blogs a quem nunca ninguém dá nada porque não se conseguem associar a quem é trendy nem se importam com o que é trendy, ao contrário do que é ensinado nos cursos para bloggers. Foda-se, é que nem um fim-de-semana no Gerês num hotel de duas estrelas que parecem quase três ou mísero creme anti-rugas.

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Um relaxante suponhamos em jeito de café depois do almoço

Imaginem uma pessoa de noventa anos. Não interessa se é homem ou mulher, imaginem apenas o sexo que mais vos agrada consumir. Para tornar as coisas mais fáceis de formular, vou utilizar o sexo feminino, que é aquele que me dá mais jeito, mas estão à vontade para fantasiar.

Portanto, o cenário implica uma velha de noventa anos. Tem mesmo noventa anos, não há patranha, e fala mesmo com vocabulário de velha (ai minha filha, e o leite que está tão caro, mais logo passo na igreja para falar com o senhor prior), só que tem o corpo de uma gaja muita boa na casa dos vintes, e mobilidade análoga a uma gaja mesmo podre de boa na casa dos vintes.

Ora a velha tá com uma vontade descomunal de vos infernizar sexualmente a existência. É só por uma vez (deixem-se das tretas do ai mas eu prefiro o intelecto, o corpo vai-se com a idade e se não houver inteligência não há amizade, porque não têm de a voltar a ver, e até porque não tarda bate a bota e ninguém precisa saber).

Quem gosta de gajas continua a pensar na velha mas boa, quem gosta de gajos pensa num velho todo jeitoso e com o tipo de volumetria que mais apreciam ao nível da musculatura.

Vocês iam lá? Iam?

Eu acho que, com um bocado de vontade, até marchava.

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Tal como a vida

A barba de um homem é um gigantesco work in progress.

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Face à crise de valores, revisão de um dos mandamentos da blogosfera

6º Não achincalharás a indumentária alheia*


*a menos que tenhas tirado senha para fazer parte do corpo de intervenção da blogosfera, sendo-te permitido simultaneamente achincalhar e supervisionar quem achincalha sem possuir a licença necessária para tal.

quinta-feira, 21 de maio de 2015

#jesuisconstança

Inscrevi-me com o meu sobrinho para um torneio de PES 2015, que vai acontecer em breve na Fnac. Podia dar o post por terminado já aqui, visto estar já alcançado o valor médio de interesse de um post na blogosfera portuguesa. Considero, no entanto, ser necessário primar pelo valor acrescentado e introduzir algumas clarificações importantes.

Para começar, eu não tenho o PES 2015, nem terei. Recuso-me a comprar a versão dos pobres, para a PS3 e, quando puder comprar a PS4, já vai haver, de certeza, a de 2016. O meu sobrinho também não o tem, mas não tenham pena do fedelho. Ele sim, tem uma PS4, o grandessíssimo sacana.

Para treinar de vez em quando, restam-me duas opções: ou jogo o 2014, que tenho e onde investi bastantes horas da minha vida, ou a versão de demonstração do novo. Antes que algum herege o diga, não, não é a mesma coisa.

Eu sei que as hipóteses de ganhar o torneio são reduzidíssimas; isso não me preocupa, já que o reforço do laço familiar entre tio e sobrinho é bem mais importante do que o troféu, caso cheguemos juntos à final e ele leve uma data deles pela goela abaixo. Perder em si também não me aflige, é uma coisa que eu até domino bem. O problema é aquele espaço de tempo que medeia a confirmação de um resultado negativo e a redução do meu batimento cardíaco.

Quando jogo online, não costumo usar microfone e auricular. Isto é bom para mim, que não aturo palermas, e é excepcionalmente bom para os outros, que teriam de lidar com o pior bully da história. Se o meu adversário for bastante melhor do que eu, daqueles que com apenas um jogador marca golo ultrapassando todos os meus defesas numa sucessão de roletas e cuecas, ainda é como o outro. Quando ganho com facilidade idem, a sensação é proporcionalmente boa, mas nada por aí além. Serve, sobretudo, como aprendizagem. O pior é toda a zona cinzenta que está no meio.

Ilustrando melhor a situação, se eu falho um passe, sai um "foda-se". Se falho outro a seguir, sai "foda-se". Se me tiram a bola, vou ao chão e o árbitro não marca falta, sai um "foda-se filha da puta foi falta claríssima". Se marcam um canto e o Casillas, com a bola a descrever um arco perto dele, não sai com os punhos e deixa um gajo qualquer cabecear, sai um "ó que caralho meu cepo de merda só não saíste com os punhos porque já te esqueceste como é, à conta da gaja que tens em casa".

Já aconteceu estar a jogar online, num daqueles jogos quase de sentido único. Tenho muito mais posse de bola, faço mais ataques e remates, mas o outro punheta defende tudo, tudo, tudo. Quase no fim, num único contra-ataque, marca um golo ranhosíssimo numa daquelas confusões de pequena área, e eu fico a tremer, muito nervoso, a tentar controlar-me. Essa tentativa de controlo costuma demorar um segundo, acabando por me levantar ruidosamente e desejar que o adversário morra, não sem antes que a família dele morra toda primeiro para ele ter oportunidade de assistir. Acho até que uma vez fiz figas para que toda a Suiça fosse com os porcos. O nível mínimo da minha boçalidade situa-se, portanto, entre o supracitado "foda-se" e um mero "puta que pariu". E ainda dizem que não se aprende nada com o Jesus e o Lopetegui.

Do mesmo modo, sempre que marco um golo, é involuntário deixar sair um sonoro "chupa caralho". Quando marco um golo e quando alguém cai na rua. Se for um adulto, acho que ele percebe, que isto não é a brincar e a bola é para homens feitos e para a Brienne de Tarth. Já no caso de me calhar na rifa um puto de 12 anos que ainda não mudou de voz, se for o terceiro que ele sofre no espaço de 5 minutos, sabendo ainda por cima que os pais estão a ver o seu precioso e especial menino a jogar, esta conduta é capaz de ser pouco conducente ao bem estar e fairplay. Ou sou expulso do torneio, ou o puto chora, ou ando à porrada com alguém indignado. Talvez aconteça tudo ao mesmo tempo (e então se as pessoas não andam com uma crescente vontade de desancar em alguém, à luz dos acontecimentos das últimas semanas).

E eu até sou do Sporting. A malta parte umas cadeiritas de vez em quando, que o pullover às vezes cai ao chão do nervosismo que se nos assome quando ficamos arreliados com mais um empate que nos deixa mais longe das contas do título, mas é só para disfarçar. Não andamos por aí a roubar e a bater e a partir coisas às cegas. Eu devia ser mais civilizado do que isto. Aliás, e sou. Sou extremamente cordato em 99% da coisas que compõem a vida. Tinha logo de não o ser nisto. E a conduzir. E quando o sino da igreja não se cala numa feriado religioso. E quando não consigo passar por causa da puta da procissão que lhe está associada. Bem, mas isso é porque estou a conduzir.

domingo, 17 de maio de 2015

E já são 34 a mais do que mereciam

Quando questionado pelo jornalista, Júlio César agradeceu o título a Deus e ao Jesus.

Estou um bocado confuso. Ele está a falar daquele que existe mas que se não existisse tinha de ser inventado, ou daquele que muita gente acha que existiu mas ninguém tem bem a certeza se foi inventado ou quem era mesmo ao certo?

Já agora, espero que também tenham encomendado um serviço ao bruxo de Fafe, desta vez para que o Sporting CP não ganhe a taça.

sexta-feira, 15 de maio de 2015

O gang da Figueira

Padeço de um grande mal, que julgo ser comum a muita gente. Sempre que há polémica, perco demasiado tempo a ler comentários. Quando era pequeno, a doença que mais medo me metia era a lepra, porque tinha visto o Jeff Goldblum num filme a fazer de mosca e sempre assumi que era assim que se manifestava sempre, menos a parte de se andar no tecto. Ler comentários é uma espécie de lepra do cérebro. Quanto mais se lê, mais bocados do cérebro caem.

Na página do Nilton, julgo eu, alguém partilhou um clip da cabecilha do grupo (custa-me usar a palavra cabecilha, porque vem de cabeça e ali não há nenhuma) a dançar (se acharem que twerking é dança) ao som de uma dessas músicas brasileiras horrorosas em que o refrão só fala de bunda.

Por entre os comentários óbvios, em que todos descreviam o que é que fariam à moça & friends se os apanhassem a jeito, destacava-se um de uma rapariga indignada porque a visada não sabia como é que se fazia o twerk ou lá o caralho. Ai que quando se vai abaixo tem de se abrir mais as pernas, que assim é que é a maneira certa. E que para fazer aquilo era preciso ter rabo e ela não tinha e era só celulite (a última parte já não sei se foi a mesma pessoa a comentar, mas daria um lindo casal, no caso de não ser).

Não, filha. Não há maneira certa para o twerking. Correcto é não o fazer, tendo em conta que isso não é dançar, é só uma das mais primárias manifestações do bom gosto das barracas. Obviamente, são exactamente essas as pessoas que andam por aí num Fiat Punto a ouvir reggaeton aos altos berros. Nunca ninguém viu passar um Audi A5 a debitar Paganini, pois não? Nesse dia, o bullying, entre outras coisas, talvez já esteja perto de ser erradicado. Vamos é estar todos a tratar os nossos filhos na terceira pessoa e eles só se poderão chamar Tomás, Salvador ou Constança. Oops.


quarta-feira, 13 de maio de 2015

Entretanto, na Cova da Iria...

Só não vou gozar com quem foi a Fátima a pé porque só vi o Sporting ganhar dois campeonatos em toda a minha vida; já foi há tanto tempo que tenho medo que me consigam convencer de que não passou de uma mera alucinação. Para rematar, o meu Ilustre Presidente ainda não sabe com que dinheiro pode contar para reforçar o plantel na próxima época.

Persisto. Uma fé assim só pode ser muito forte.

sábado, 18 de abril de 2015

Um baptizado...

...não é mais do que dar um banho muito chato a uma criança sem champô.

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Às vezes, sem o saberes, já és feliz

A única notícia melhor do que " vais ser pai " é, sem sombra de dúvidas, " afinal não vais ser pai ".

segunda-feira, 23 de março de 2015

Se não precisasse tanto deles, arrancava-os

Já toda a gente sofreu por ficar com uma música ranhosa presa nos ouvidos durante horas a fio. O que não é comum é o efeito, para além de horas, durar três dias. Pior ainda é, em vez de uma, haver três músicas em repeat sequencial dentro da minha cabeça. Tendo em conta o gosto duvidoso das músicas que nos fazem perder a sanidade aos poucos, neste momento eu já só pedia que fosse uma combinação de qualquer coisa da Shakira, Enrique Iglésias e, quiçá, Xana Toc Toc.

Mas não, a mim tinha de me calhar o novo anúncio das Oreo (mostra-me como as separas lambes e mergulhas!), o genérico dos Olhos de Água, e o hino do novo movimento cívico dedicado ao preso político, perdão, político preso, José Sócrates, Sempre.

Para ir dar ai inferno não é preciso sair de casa, basta virar os olhos para dentro.

sexta-feira, 20 de março de 2015

Nova descoberta pode levar a Prémio Nobel da Física

Ontem foi oficialmente validada a hipótese de poderem existir múltiplos universos. Ao contrário do que seria expectável, a descoberta não foi feita através da matemática, mas sim da internet. É que, se quase todos os pais são os melhores do mundo, não pode mesmo haver só um.

terça-feira, 10 de março de 2015

T(r)etas

A mim custa-me um bocado admirar o género por si só. Quando olho para a imensa fila de gajas à porta do Boticário, no Dia da Mulher, à espera de algo como um mísero amaciador enquanto a vida vai passando à sua volta, todas mal vestidas e ranhosas, custa-me admirar as mulheres. Do mesmo modo, quando meia dúzia de gajos, um bocadinho velhinhos demais para serem putos, entram no Continente com um rádio portátil aos altos berros a debitar o pior que se faz no hip hop português (também não é difícil, é quase todo mau; porque é que nos altos berros dos labregos nunca se vislumbra nada de mais erudito?), com os seus caps gigantes e as calças com o regueiro quase a rojar pelo chão, custa-me muito admirar os homens.

Eu tenho um fascínio pela vida que advém da tentativa de compreensão de todos os factos científicos necessários para explicar a sua existência, desde o Big Bang, as primeiras formas de vida e subsequente evolução. Já o conceito de pessoa num sentido mundano e lato, não me fascina minimamente, visto que a superação dos limites é a excepção, a média é a vulgaridade e, os piores, quando aparecem, são capazes das coisas mais nojentas.

Sendo assim, quando neste tipo de artigos perguntam aos homens o que admiram nas mulheres, respondendo eles que é a inteligência e a sensibilidade e merdas do género, eu fico-me a contorcer que nem um porco antes da matança. As mulheres não são inteligentes, caralho. Os homens muito menos. Sensíveis? Foda-se, qualquer porco-espinho é mais sensível. Conseguem ser tão brutas como nós, embora o dissimulem melhor. Há, isso sim, mulheres muito inteligentes. A sensibilidade não refiro porque, no vácuo, é discutível se é uma qualidade. Na prática traduz-se num "magoaste-me os sentimentos, seu bruto", e o um gajo sempre "o que é que eu fiz? o que é que eu fiz? foi por não ter colocado por grupos os produtos no tapete da caixa do supermercado?". A típica gaja de Rabo de Peixe não é nem muito inteligente nem muito sensível, embora as possa lá haver (e já estou a tentar usar apenas um exemplo de um sítio remoto onde não deve haver internet, porque se digo tudo o que me apetece ainda começo a alienar leitoras).

Aquilo que eu mais gosto numa mulher são as mamas. Há quem goste mais de cu, e eu até respeito a escolha, embora não concorde. Os que dizem as pernas, já estão a tentar agradar a gregos e a troianos, não traindo a sua consciência na preferência pela carne, mas não querendo ser chamados de animais, porque um gajo a dizer MAMAS com a boca bem aberta e pinguinhos de baba a escorrer pelos cantos parece sempre coisa de primata. Uma cara bonita? Tudo bem. Todos os outros, ou pelo menos a maior parte, mentem descaradamente.

As borboletas no estômago são causadas, quase sempre, pelas primeiras impressões. Essas são quase sempre visuais. Se escutarem, e aqui sim, enquanto género, conversas entre mulheres acerca de homens ou entre homens acerca de mulheres, vão ouvir discussões sobre a beleza, sendo que o termo beleza nunca será utilizado, mas sim outros mais básicos. É sempre se elas são boas com boas tetas e pandeiros e se eles têm ombros largos e musculados, ganham bem e têm abonos de família capazes dos maiores feitos da história da virilidade. Se me cruzar com uma gaja boa, a tesão não me vem porque descobri que ela faz voluntariado, porque os seus ideais políticos estão alinhados com os meus ou porque tem uma bolsa de pós-doutoramento em nome de uma investigação fascinante. É porque é boa. Se for tudo o resto, melhor (quer dizer, menos a investigação, porque sou burro e nenhum gajo aguenta estar com uma gaja muito mais inteligente do que ele; limitamo-nos a fazer de conta que não existem). Se for burra que nem uma porta, ao menos o ser boa já ninguém lhe pode tirar, ainda que num período de limitado de tempo da sua vida. Agora, gajas feias a citar Kant, que eu saiba, nunca ninguém lhes pegou.

No artigo, um dos entrevistados respondeu "Admiro a forma ténue, o olhar e os gestos subtis que, sem necessidade de palavras, conseguem carregar uma força transformadora e me fazem querer ser um homem melhor." Já o Pedro Lima, por exemplo, abordou a pergunta da forma "Admiro a forma como acordam, como se movem, como respiram, como olham, como pensam, como agem, como sorriem, como choram, como sofrem, como sentem saudades… Como tornam a vida de todos nós mais bela." Todos os outros se perdem nestas poesias, mas não há um único que diga abertamente que a cena que mais curte são mamas. A sério, Pedro Lima? Acordar, respirar, mover, olhar? Logo tu... Gostas tanto de mamas como eu, não me fodas.

Mas qual é, afinal, o problema que toda a gente tem em responder com sinceridade a esta pergunta, desde que começamos a perceber que a igualdade de género era o caminho a seguir? O facto de eu gostar de mamas, não significa que seja incapaz de reconhecer e apreciar numa mulher outro tipo de qualidades mais cognitivas. Não acho redutora a minha opinião; quanto muito acho redutor daquilo que pensam sobre mim, por acharem que só gosto disso (...). Se eu dissesse que "gosto da maneira como me preparam uma sandes", percebia a indignação, mas as mamas? Pequenas ou grandes, esféricas ou pontiagudas são, de facto, cenas agradáveis  que só vocês têm (ou pelo menos não é bom quando não são só vocês que as têm).

A brigada do politicamente correcto está a destruir a hipótese de alguns referirem outros traços mais comportamentais porque realmente acreditam nisso, sem que sejam olhados com a mesma desconfiança com que eu o faço agora. Que o Valter Hugo Mãe diga que "Admiro que saibam o milagre dos filhos, que possam fazer duas coisas ao mesmo tempo e que, às vezes, me amem", eu percebo. Ele é um gajo porreiro, mas é um choninhas de nível quatrocentos. Agora tu, Pedro Lima?

sábado, 28 de fevereiro de 2015

Não doi mas irrita, não doi mas irrita

/gay mode on

Parem de dizer que é a segunda edição do MasterChef Portugal. De novo, parem de dizer que é a segunda edição do MasterChef Portugal! É a terceira, caralhos vos fodam! Terceira! O formato é exactamente o mesmo e o nome é o mesmo. Se em canais diferentes alguém filmar uma pessoa a andar na lua, continua a chamar-se andar na lua, não se passa a chamar afarfalhar o piruças.

 E, a julgar pela SEGUNDA EDIÇÃO, continuará a ser bem mais fraca do que a PRIMEIRA (grande Mauro e grande Luís!), que por sua vez já ficou alguns furos abaixo da versão australiana. Aliás, todas ficam abaixo do MasterChef Australia. Quem achar o contrário, deve ver os seus filhos retirados pela Segurança Social, visto estar completamente maluco da pinha e em risco iminente de se magoar a si ou a terceiros.

Pronto, lá vou eu ver croquembouches de 20 centímetros, todos tortos e sem creme, enquanto comida de todo o mundo com roupagem francesa é comentada sem o carisma a que Matt, George e Gary nos acostumaram (tu não Manuel Luís, ainda és aquele que se safa melhor).

/gay mode off

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

No Dia de S. Valentim...

... vou dirigir-me ao Vasco da Gama. Subo até aos cinemas, compro um balde de pipocas e fico-me por aí. Não faço tenções de comprar bilhete. Quero apenas sentar-me no átrio e ficar a observar as pessoas que escolheram ir ver as 50 Sombras de Grey precisamente no dia dos namorados. Era como se a folia do Carnaval tivesse começado mais cedo para mim.

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Considero-me uma pessoa...

...educada e ponderada naquilo que é essencial. Gosto de futebol desde que me lembro de ser gente, embora só tenha começado a vibrar mais a sério desde a maioridade. Ainda assim, é um vibrar para dentro, que se fica a rir em nervoso miudinho quando o clube do coração marca golo, e a comprimir o maxilar quando a bola teima em não entrar na baliza certa, a dos outros. Não percebo os insultos entre adeptos, mesmo quando pertencem a clubes historicamente rivais, e fico contente por me limitar a apreciar o jogo pelo jogo, ficando fora dessas discussões sempre que possível. Compreendo que a minha condição de lagarto me condene a sofrer eternamente, apenas com alguns fôlegos de alívio de longe a longe, e não saberia ser adepto de qualquer outro clube.

Só consegui estar a par dos acontecimentos através da rádio, tendo perdido visualmente a primeira parte do jogo. Sentia que a coisa estava a ser muito disputada, ao ponto de ter de me concentrar para não desrespeitar os semáforos no caminho para casa. Parei o carro e ouvi os últimos minutos, para só depois sair e aproveitar o intervalo para preparar tudo e ver a segunda parte descansado. Apesar do domínio do Sporting nos segundos quarenta e cinco minutos, era apenas um avançar de linhas que não conseguia produzir oportunidades nem gerar muito espaço. Estava preparado para o empate. Até que deixei de estar preparado para o empate, após aquele golo que, embora surgindo de um atraso oferecido, não deixava de ser extremamente merecido.

E depois, aos 94 minutos, sucedeu o cocó. Ao ver a reacção efusiva da equipa do Benfica, seguida de uma espécie de mini volta de honra ao estádio, agradecendo aos adeptos o apoio naquele empate com sabor a três pontos, só me apeteceu desejar que todos os lampiões rumassem a sul, à procura dos africanos de maior envergadura, E SE ENGASGASSEM NAS PICHOTAS MAIS ABONADAS QUE, DEPOIS DE ENTRAREM COM SUCESSO NA BOCA, SÓ PARARIAM DEPOIS DE SAIR PELO CU, TAMANHA A DOR QUE ASNOS DESSA ESPÉCIE MERECEM SOFRER ATRAVÉS DE SEVÍCIAS DESSE TIPO, OU NÃO PASSASSEM DE MONTES DE ERVA DANINHA ARRAÇADA DE GENTE.

Mas fiquei-me apenas pela intenção. Não se chama nomes aos outros só porque se está arreliado, nem se deseja coisas tão negativas às pessoas, muito menos eu, que me considero uma pessoa educada e ponderada naquilo que é essencial.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

La Famiglia

Quando andava na escola primária, fazia constar da minha assinatura apenas cinco dos seis nomes que me foram dados após o nascimento. O nome omitido (penúltimo), quando isolado, apesar de não ser nada de especial, era um candidato ligeiro a alvo de chacota. Foi precisamente por isso ter acontecido que cedo o deixei de lado, remetendo-o apenas para situações em que era extritamente necessário assinar tal e qual como constava do bilhete de identidade antigo.

Acontece que, e só me apercebi disso há pouco tempo (apesar de me ter sido esfregado na cara várias vezes), o meu penúltimo nome ganha uma renovada genica quando se faz acompanhar exclusivamente do último.

Assim sendo, passei a assinar não com seis, não com cinco, mas com três nomes; Pedro e os dois últimos. De repente, dou por mim a obter resposta com maior celeridade e deferência por parte das instituições a que me vejo obrigado a contactar. Eles devem olhar para o tipo que se subscreve com os melhores cumprimentos e, sem o comprimento antigo do original (desculpa, mãe), deixando apenas a parte sonante, devem achar que sou alguém que merece respeito e/ou é mafioso em fato por medida. É que nem sequer foi preciso recorrer à repetição de consoantes ou a uma preposição. It just works.

Claro que, sempre que me faço anunciar junto da residência de Duarte Pio, volto aos seis nomes, pronunciados de forma muito lenta, para ver se a coisa rende mais.

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Odeio...

...quando descubro algo de que gosto muito no blogue de alguém por quem não tenho qualquer tipo de respeito intelectual.

sábado, 10 de janeiro de 2015

Se ler mais alguma vez...

... que a liberdade de uns acaba quando começa a dos outros, acho que vomito.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Mudança dos tempos

E eis que o novo "mas eu até tenho amigos homossexuais" afinal é "mas eu até acho que eles deviam ter tido mais respeito pelos muçulmanos".

Está tudo igual.

PS: Como é possível que uma pessoa que tanto apregoa o poder do perdão não seja capaz de um simples pedido de desculpas?