quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

La Famiglia

Quando andava na escola primária, fazia constar da minha assinatura apenas cinco dos seis nomes que me foram dados após o nascimento. O nome omitido (penúltimo), quando isolado, apesar de não ser nada de especial, era um candidato ligeiro a alvo de chacota. Foi precisamente por isso ter acontecido que cedo o deixei de lado, remetendo-o apenas para situações em que era extritamente necessário assinar tal e qual como constava do bilhete de identidade antigo.

Acontece que, e só me apercebi disso há pouco tempo (apesar de me ter sido esfregado na cara várias vezes), o meu penúltimo nome ganha uma renovada genica quando se faz acompanhar exclusivamente do último.

Assim sendo, passei a assinar não com seis, não com cinco, mas com três nomes; Pedro e os dois últimos. De repente, dou por mim a obter resposta com maior celeridade e deferência por parte das instituições a que me vejo obrigado a contactar. Eles devem olhar para o tipo que se subscreve com os melhores cumprimentos e, sem o comprimento antigo do original (desculpa, mãe), deixando apenas a parte sonante, devem achar que sou alguém que merece respeito e/ou é mafioso em fato por medida. É que nem sequer foi preciso recorrer à repetição de consoantes ou a uma preposição. It just works.

Claro que, sempre que me faço anunciar junto da residência de Duarte Pio, volto aos seis nomes, pronunciados de forma muito lenta, para ver se a coisa rende mais.

2 comentários:

Margarida disse...

É por isso que só tenho 3 nomes, os meus pais devem ter pensado nisso, e são todos começados por M! ;)

Boboquinha disse...

Doidinho?