sábado, 28 de fevereiro de 2015

Não doi mas irrita, não doi mas irrita

/gay mode on

Parem de dizer que é a segunda edição do MasterChef Portugal. De novo, parem de dizer que é a segunda edição do MasterChef Portugal! É a terceira, caralhos vos fodam! Terceira! O formato é exactamente o mesmo e o nome é o mesmo. Se em canais diferentes alguém filmar uma pessoa a andar na lua, continua a chamar-se andar na lua, não se passa a chamar afarfalhar o piruças.

 E, a julgar pela SEGUNDA EDIÇÃO, continuará a ser bem mais fraca do que a PRIMEIRA (grande Mauro e grande Luís!), que por sua vez já ficou alguns furos abaixo da versão australiana. Aliás, todas ficam abaixo do MasterChef Australia. Quem achar o contrário, deve ver os seus filhos retirados pela Segurança Social, visto estar completamente maluco da pinha e em risco iminente de se magoar a si ou a terceiros.

Pronto, lá vou eu ver croquembouches de 20 centímetros, todos tortos e sem creme, enquanto comida de todo o mundo com roupagem francesa é comentada sem o carisma a que Matt, George e Gary nos acostumaram (tu não Manuel Luís, ainda és aquele que se safa melhor).

/gay mode off

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

No Dia de S. Valentim...

... vou dirigir-me ao Vasco da Gama. Subo até aos cinemas, compro um balde de pipocas e fico-me por aí. Não faço tenções de comprar bilhete. Quero apenas sentar-me no átrio e ficar a observar as pessoas que escolheram ir ver as 50 Sombras de Grey precisamente no dia dos namorados. Era como se a folia do Carnaval tivesse começado mais cedo para mim.

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Considero-me uma pessoa...

...educada e ponderada naquilo que é essencial. Gosto de futebol desde que me lembro de ser gente, embora só tenha começado a vibrar mais a sério desde a maioridade. Ainda assim, é um vibrar para dentro, que se fica a rir em nervoso miudinho quando o clube do coração marca golo, e a comprimir o maxilar quando a bola teima em não entrar na baliza certa, a dos outros. Não percebo os insultos entre adeptos, mesmo quando pertencem a clubes historicamente rivais, e fico contente por me limitar a apreciar o jogo pelo jogo, ficando fora dessas discussões sempre que possível. Compreendo que a minha condição de lagarto me condene a sofrer eternamente, apenas com alguns fôlegos de alívio de longe a longe, e não saberia ser adepto de qualquer outro clube.

Só consegui estar a par dos acontecimentos através da rádio, tendo perdido visualmente a primeira parte do jogo. Sentia que a coisa estava a ser muito disputada, ao ponto de ter de me concentrar para não desrespeitar os semáforos no caminho para casa. Parei o carro e ouvi os últimos minutos, para só depois sair e aproveitar o intervalo para preparar tudo e ver a segunda parte descansado. Apesar do domínio do Sporting nos segundos quarenta e cinco minutos, era apenas um avançar de linhas que não conseguia produzir oportunidades nem gerar muito espaço. Estava preparado para o empate. Até que deixei de estar preparado para o empate, após aquele golo que, embora surgindo de um atraso oferecido, não deixava de ser extremamente merecido.

E depois, aos 94 minutos, sucedeu o cocó. Ao ver a reacção efusiva da equipa do Benfica, seguida de uma espécie de mini volta de honra ao estádio, agradecendo aos adeptos o apoio naquele empate com sabor a três pontos, só me apeteceu desejar que todos os lampiões rumassem a sul, à procura dos africanos de maior envergadura, E SE ENGASGASSEM NAS PICHOTAS MAIS ABONADAS QUE, DEPOIS DE ENTRAREM COM SUCESSO NA BOCA, SÓ PARARIAM DEPOIS DE SAIR PELO CU, TAMANHA A DOR QUE ASNOS DESSA ESPÉCIE MERECEM SOFRER ATRAVÉS DE SEVÍCIAS DESSE TIPO, OU NÃO PASSASSEM DE MONTES DE ERVA DANINHA ARRAÇADA DE GENTE.

Mas fiquei-me apenas pela intenção. Não se chama nomes aos outros só porque se está arreliado, nem se deseja coisas tão negativas às pessoas, muito menos eu, que me considero uma pessoa educada e ponderada naquilo que é essencial.