quinta-feira, 28 de maio de 2015

Um relaxante suponhamos em jeito de café depois do almoço

Imaginem uma pessoa de noventa anos. Não interessa se é homem ou mulher, imaginem apenas o sexo que mais vos agrada consumir. Para tornar as coisas mais fáceis de formular, vou utilizar o sexo feminino, que é aquele que me dá mais jeito, mas estão à vontade para fantasiar.

Portanto, o cenário implica uma velha de noventa anos. Tem mesmo noventa anos, não há patranha, e fala mesmo com vocabulário de velha (ai minha filha, e o leite que está tão caro, mais logo passo na igreja para falar com o senhor prior), só que tem o corpo de uma gaja muita boa na casa dos vintes, e mobilidade análoga a uma gaja mesmo podre de boa na casa dos vintes.

Ora a velha tá com uma vontade descomunal de vos infernizar sexualmente a existência. É só por uma vez (deixem-se das tretas do ai mas eu prefiro o intelecto, o corpo vai-se com a idade e se não houver inteligência não há amizade, porque não têm de a voltar a ver, e até porque não tarda bate a bota e ninguém precisa saber).

Quem gosta de gajas continua a pensar na velha mas boa, quem gosta de gajos pensa num velho todo jeitoso e com o tipo de volumetria que mais apreciam ao nível da musculatura.

Vocês iam lá? Iam?

Eu acho que, com um bocado de vontade, até marchava.

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Tal como a vida

A barba de um homem é um gigantesco work in progress.

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Face à crise de valores, revisão de um dos mandamentos da blogosfera

6º Não achincalharás a indumentária alheia*


*a menos que tenhas tirado senha para fazer parte do corpo de intervenção da blogosfera, sendo-te permitido simultaneamente achincalhar e supervisionar quem achincalha sem possuir a licença necessária para tal.

quinta-feira, 21 de maio de 2015

#jesuisconstança

Inscrevi-me com o meu sobrinho para um torneio de PES 2015, que vai acontecer em breve na Fnac. Podia dar o post por terminado já aqui, visto estar já alcançado o valor médio de interesse de um post na blogosfera portuguesa. Considero, no entanto, ser necessário primar pelo valor acrescentado e introduzir algumas clarificações importantes.

Para começar, eu não tenho o PES 2015, nem terei. Recuso-me a comprar a versão dos pobres, para a PS3 e, quando puder comprar a PS4, já vai haver, de certeza, a de 2016. O meu sobrinho também não o tem, mas não tenham pena do fedelho. Ele sim, tem uma PS4, o grandessíssimo sacana.

Para treinar de vez em quando, restam-me duas opções: ou jogo o 2014, que tenho e onde investi bastantes horas da minha vida, ou a versão de demonstração do novo. Antes que algum herege o diga, não, não é a mesma coisa.

Eu sei que as hipóteses de ganhar o torneio são reduzidíssimas; isso não me preocupa, já que o reforço do laço familiar entre tio e sobrinho é bem mais importante do que o troféu, caso cheguemos juntos à final e ele leve uma data deles pela goela abaixo. Perder em si também não me aflige, é uma coisa que eu até domino bem. O problema é aquele espaço de tempo que medeia a confirmação de um resultado negativo e a redução do meu batimento cardíaco.

Quando jogo online, não costumo usar microfone e auricular. Isto é bom para mim, que não aturo palermas, e é excepcionalmente bom para os outros, que teriam de lidar com o pior bully da história. Se o meu adversário for bastante melhor do que eu, daqueles que com apenas um jogador marca golo ultrapassando todos os meus defesas numa sucessão de roletas e cuecas, ainda é como o outro. Quando ganho com facilidade idem, a sensação é proporcionalmente boa, mas nada por aí além. Serve, sobretudo, como aprendizagem. O pior é toda a zona cinzenta que está no meio.

Ilustrando melhor a situação, se eu falho um passe, sai um "foda-se". Se falho outro a seguir, sai "foda-se". Se me tiram a bola, vou ao chão e o árbitro não marca falta, sai um "foda-se filha da puta foi falta claríssima". Se marcam um canto e o Casillas, com a bola a descrever um arco perto dele, não sai com os punhos e deixa um gajo qualquer cabecear, sai um "ó que caralho meu cepo de merda só não saíste com os punhos porque já te esqueceste como é, à conta da gaja que tens em casa".

Já aconteceu estar a jogar online, num daqueles jogos quase de sentido único. Tenho muito mais posse de bola, faço mais ataques e remates, mas o outro punheta defende tudo, tudo, tudo. Quase no fim, num único contra-ataque, marca um golo ranhosíssimo numa daquelas confusões de pequena área, e eu fico a tremer, muito nervoso, a tentar controlar-me. Essa tentativa de controlo costuma demorar um segundo, acabando por me levantar ruidosamente e desejar que o adversário morra, não sem antes que a família dele morra toda primeiro para ele ter oportunidade de assistir. Acho até que uma vez fiz figas para que toda a Suiça fosse com os porcos. O nível mínimo da minha boçalidade situa-se, portanto, entre o supracitado "foda-se" e um mero "puta que pariu". E ainda dizem que não se aprende nada com o Jesus e o Lopetegui.

Do mesmo modo, sempre que marco um golo, é involuntário deixar sair um sonoro "chupa caralho". Quando marco um golo e quando alguém cai na rua. Se for um adulto, acho que ele percebe, que isto não é a brincar e a bola é para homens feitos e para a Brienne de Tarth. Já no caso de me calhar na rifa um puto de 12 anos que ainda não mudou de voz, se for o terceiro que ele sofre no espaço de 5 minutos, sabendo ainda por cima que os pais estão a ver o seu precioso e especial menino a jogar, esta conduta é capaz de ser pouco conducente ao bem estar e fairplay. Ou sou expulso do torneio, ou o puto chora, ou ando à porrada com alguém indignado. Talvez aconteça tudo ao mesmo tempo (e então se as pessoas não andam com uma crescente vontade de desancar em alguém, à luz dos acontecimentos das últimas semanas).

E eu até sou do Sporting. A malta parte umas cadeiritas de vez em quando, que o pullover às vezes cai ao chão do nervosismo que se nos assome quando ficamos arreliados com mais um empate que nos deixa mais longe das contas do título, mas é só para disfarçar. Não andamos por aí a roubar e a bater e a partir coisas às cegas. Eu devia ser mais civilizado do que isto. Aliás, e sou. Sou extremamente cordato em 99% da coisas que compõem a vida. Tinha logo de não o ser nisto. E a conduzir. E quando o sino da igreja não se cala numa feriado religioso. E quando não consigo passar por causa da puta da procissão que lhe está associada. Bem, mas isso é porque estou a conduzir.

domingo, 17 de maio de 2015

E já são 34 a mais do que mereciam

Quando questionado pelo jornalista, Júlio César agradeceu o título a Deus e ao Jesus.

Estou um bocado confuso. Ele está a falar daquele que existe mas que se não existisse tinha de ser inventado, ou daquele que muita gente acha que existiu mas ninguém tem bem a certeza se foi inventado ou quem era mesmo ao certo?

Já agora, espero que também tenham encomendado um serviço ao bruxo de Fafe, desta vez para que o Sporting CP não ganhe a taça.

sexta-feira, 15 de maio de 2015

O gang da Figueira

Padeço de um grande mal, que julgo ser comum a muita gente. Sempre que há polémica, perco demasiado tempo a ler comentários. Quando era pequeno, a doença que mais medo me metia era a lepra, porque tinha visto o Jeff Goldblum num filme a fazer de mosca e sempre assumi que era assim que se manifestava sempre, menos a parte de se andar no tecto. Ler comentários é uma espécie de lepra do cérebro. Quanto mais se lê, mais bocados do cérebro caem.

Na página do Nilton, julgo eu, alguém partilhou um clip da cabecilha do grupo (custa-me usar a palavra cabecilha, porque vem de cabeça e ali não há nenhuma) a dançar (se acharem que twerking é dança) ao som de uma dessas músicas brasileiras horrorosas em que o refrão só fala de bunda.

Por entre os comentários óbvios, em que todos descreviam o que é que fariam à moça & friends se os apanhassem a jeito, destacava-se um de uma rapariga indignada porque a visada não sabia como é que se fazia o twerk ou lá o caralho. Ai que quando se vai abaixo tem de se abrir mais as pernas, que assim é que é a maneira certa. E que para fazer aquilo era preciso ter rabo e ela não tinha e era só celulite (a última parte já não sei se foi a mesma pessoa a comentar, mas daria um lindo casal, no caso de não ser).

Não, filha. Não há maneira certa para o twerking. Correcto é não o fazer, tendo em conta que isso não é dançar, é só uma das mais primárias manifestações do bom gosto das barracas. Obviamente, são exactamente essas as pessoas que andam por aí num Fiat Punto a ouvir reggaeton aos altos berros. Nunca ninguém viu passar um Audi A5 a debitar Paganini, pois não? Nesse dia, o bullying, entre outras coisas, talvez já esteja perto de ser erradicado. Vamos é estar todos a tratar os nossos filhos na terceira pessoa e eles só se poderão chamar Tomás, Salvador ou Constança. Oops.


quarta-feira, 13 de maio de 2015

Entretanto, na Cova da Iria...

Só não vou gozar com quem foi a Fátima a pé porque só vi o Sporting ganhar dois campeonatos em toda a minha vida; já foi há tanto tempo que tenho medo que me consigam convencer de que não passou de uma mera alucinação. Para rematar, o meu Ilustre Presidente ainda não sabe com que dinheiro pode contar para reforçar o plantel na próxima época.

Persisto. Uma fé assim só pode ser muito forte.