Às vezes perguntam-te o que queres para jantar. Tanto faz, escolhe tu - é uma resposta banalíssima que toda a gente dá, enquanto não se quer ser incomodado por se estar ocupado a fazer outra coisa qualquer, igualmente banal.
- O quê, arroz à valenciana??
E é por isso que tens de ir votar. Se não queres, não te queixes.
sábado, 3 de outubro de 2015
segunda-feira, 28 de setembro de 2015
Tradições, aleluias e coisos
Embora o meu jesuscristês esteja enferrujado há umas boas meias dúzias de anos, ainda tenho presente quando é que se celebra o Natal e a Páscoa. Hoje, por exemplo, não é dia nem de um, nem de outro, mas está a dar a Páscoa na televisão. Eu sei disso, mas as pessoas que trabalham na RTP Memória não sabem, e é um canal que ainda anda a transmitir jogos do Benfica contra o Salgueiros nos anos noventa. É estranho uma coisa ter memória no nome e não saber a quantas anda, mas eu folheei uma vez um livro do Gustavo Santos e lá ensinava a importância de saber perdoar. Ou aquilo não foi traduzido em mais do que duas ou três línguas, ou então israelitas e palestinianos não têm acesso aos livros dele, porque eu até aprendi num instante e lá dei um desconto quanto à relevância da emissão.
Dizia eu que estava a dar a Páscoa na televisão. Cheguei até essa conclusão um bocado antes da voz off o ter denunciado porque estava um padre e uns quantos ajudantes a entrar pelas casas das pessoas adentro, numa daquelas terras onde quase todos são Telmos e Sónias do Big Brother, só que em diferentes estados de pilosidade e envelhecimento. Os mais velhos vestiam fatos dois tamanhos acima e os mais novos iam agarrados a uns chocalhos polidos, que abanavam freneticamente enquanto gritavam aleluia a rir. Era fervor religioso, segundo o locutor.
Apesar de tudo, não parecia ser tempo de crise, já que a quantidade de doces e enchidos nas mesas era directamente proporcional à probabilidade de se apanhar herpes. Acho mal a comitiva levar uma imagem só para tanta gente; aquilo era tão rápido que a coisa nem tinha tempo de secar, de tanta saliva em forma de fio e perdigoto que levava. Também só agora com as redes sociais é que se começou a propagar mais a importância da higiene.
O escrutínio apertado do padre parecia impedir que houvesse gente a tentar falsificar os repenicos, mas uma análise mais cuidada levou-me a pensar que uma das Sónias mais velhas tinha aprendido o truque para não se lambuzar de forma indirecta na vizinha do lado, beijando outra zona que não os pés, como é habitual. Sendo que ela queria falhar propositadamente essa parte, e beijar Cristo na boca deve ser pecado, ela apontava exactamente para a zona que mediava a cabeça e os pés. Houvesse ali falta de fralda e aquilo seria o primeiro mini bobó pascal televisionado da história.
Acontece que, a certa altura, reparei que a norma era quase toda a gente beijar as partes à imagem e nunca os pés, que também são partes, mas não daquelas. Afinal não era uma questão de higiene. Podia ser o malandro do padre que punha a estatueta a jeito e depois a desviava um bocadinho para baixo, divertindo-se com as caras envergonhadas que tinham ido com a boca ao sagrado trombone. Também podiam achar todos que estavam a ser espertos e que, para além da Gracinda que esteve uns anos na América a servir e até casou por lá (a porca), mais ninguém ia beijar ali. A lâmina de occam, no entanto, obriga-nos a focar no facto da hipótese mais simples ser quase sempre a correcta, e por isso deviam era ser todos uns javardos. Afinal na televisão estavam ou não estavam a mostrar como eram as gentes do campo no período pré-Bolonha?
Dizia eu que estava a dar a Páscoa na televisão. Cheguei até essa conclusão um bocado antes da voz off o ter denunciado porque estava um padre e uns quantos ajudantes a entrar pelas casas das pessoas adentro, numa daquelas terras onde quase todos são Telmos e Sónias do Big Brother, só que em diferentes estados de pilosidade e envelhecimento. Os mais velhos vestiam fatos dois tamanhos acima e os mais novos iam agarrados a uns chocalhos polidos, que abanavam freneticamente enquanto gritavam aleluia a rir. Era fervor religioso, segundo o locutor.
Apesar de tudo, não parecia ser tempo de crise, já que a quantidade de doces e enchidos nas mesas era directamente proporcional à probabilidade de se apanhar herpes. Acho mal a comitiva levar uma imagem só para tanta gente; aquilo era tão rápido que a coisa nem tinha tempo de secar, de tanta saliva em forma de fio e perdigoto que levava. Também só agora com as redes sociais é que se começou a propagar mais a importância da higiene.
O escrutínio apertado do padre parecia impedir que houvesse gente a tentar falsificar os repenicos, mas uma análise mais cuidada levou-me a pensar que uma das Sónias mais velhas tinha aprendido o truque para não se lambuzar de forma indirecta na vizinha do lado, beijando outra zona que não os pés, como é habitual. Sendo que ela queria falhar propositadamente essa parte, e beijar Cristo na boca deve ser pecado, ela apontava exactamente para a zona que mediava a cabeça e os pés. Houvesse ali falta de fralda e aquilo seria o primeiro mini bobó pascal televisionado da história.
Acontece que, a certa altura, reparei que a norma era quase toda a gente beijar as partes à imagem e nunca os pés, que também são partes, mas não daquelas. Afinal não era uma questão de higiene. Podia ser o malandro do padre que punha a estatueta a jeito e depois a desviava um bocadinho para baixo, divertindo-se com as caras envergonhadas que tinham ido com a boca ao sagrado trombone. Também podiam achar todos que estavam a ser espertos e que, para além da Gracinda que esteve uns anos na América a servir e até casou por lá (a porca), mais ninguém ia beijar ali. A lâmina de occam, no entanto, obriga-nos a focar no facto da hipótese mais simples ser quase sempre a correcta, e por isso deviam era ser todos uns javardos. Afinal na televisão estavam ou não estavam a mostrar como eram as gentes do campo no período pré-Bolonha?
quinta-feira, 10 de setembro de 2015
Jornalismo pela hora da morte
São capazes de dar a notícia de que a Carolina Patrocínio lançou um livro, mas nem se dignam a dizer quem é que o apanhou.
domingo, 6 de setembro de 2015
Não é capitalismo, é paixão
Na minha lista de sonhos de coisas, ter um Alfa Romeo 4C está bem perto do topo. Não é o carro mais caro com que eu poderia sonhar, mas com o tempo vêmo-nos obrigados a moderar as nossas ambições. Eu nunca vou ter um Ferrari 458 Italia, um Mercedes SLS ou um Corvette, mas os cerca de 70k que o Alfa custa fazem-me sonhar que não está tão longínquo assim. Até eu, perante a conjuntura certa, poderia ter um carro que só custa cinco dígitos. A estrada está cheia de Seats Ibiza, e são do mesmo tamanho do 4C e também custam cinco dígitos.
Só que, remate que detesto, só que não. Na minha condição, 75k são uma miragem. Além disso, eu sou daqueles gajos que não sabem ser felizes. Para comprar uma coisa destas, que não entra no campo da necessidade, ela teria de fazer apenas uma mossa de 10% do meu património líquido.
Com um design destes, é possível que se venha a tornar um clássico e que, mediante um milagre, eu o possa vir a conduzir daqui a uns cinco, dez ou mil anos. Para agora, resta-me continuar a sonhar com ele, a murmurar o seu nome, e a mudar de ambiente de trabalho todos os dias.
Há alguém que leia este blogue e que tenha um? Lembrei-mede que poderia acalmar um pouco este estado de depressão se alguém me deixasse aninhar no banco de trás de um deles só por um bocadinho.
Uns cinco minutos deviam chegar.
PS: A intenção pode ser boa, mas não me tentem confortar com um "deixa lá, os Alfas também só dão problemas". As mulheres também dão e, no entanto, toda a gente quer tê-las.
segunda-feira, 3 de agosto de 2015
O casamento português do ano
Estive a vasculhar a imprensa cor-de-rosa e não apareço numa foto sequer do casamento do Jorge e da Sandra.
terça-feira, 14 de julho de 2015
A regra dos 5 segundos, quando nasce, é para os dois lados
Imaginem que um conhecido vosso, seja um familiar, amigo ou colega de trabalho, vai à casa de banho. Não há assim muitas coisas na vida tão inevitáveis como esta. Teve de ir cagar, paciência; até a Catarina Furtado caga.
"Ah, ele está na casa de banho, vem já."
Por razões que só o acaso pode definir, somos confrontados com essa pessoa logo após o desempenho da sua função. Vocês conseguem apertar-lhe a mão de consciência tranquila?
A questão aqui não é o asseio, que eu até escrevo isto partindo do princípio de que a pessoa é limpinha. O que não dá para esquecer é onde é que aquelas mãos estavam há não tão poucos segundos assim atrás. Cagar é pelo cu (menos no Dr. House), e não conheço artista que cumpra todos os passos sem ter andado lá com as mãos.
Assumindo que me dão alguma razão (acredito que muita gente, não tendo pensado ainda nesta problemática, tenha ficado sensibilizada para ocasiões futuras), qual será a margem aceitável para nos sentirmos de novo confortáveis ao cumprimentar alguém?
Catarina, não obstante toda a simpatia, beleza e talento, voltamos a falar daqui a uns trinta minutos e umas duas lavagens, ok?
"Ah, ele está na casa de banho, vem já."
Por razões que só o acaso pode definir, somos confrontados com essa pessoa logo após o desempenho da sua função. Vocês conseguem apertar-lhe a mão de consciência tranquila?
A questão aqui não é o asseio, que eu até escrevo isto partindo do princípio de que a pessoa é limpinha. O que não dá para esquecer é onde é que aquelas mãos estavam há não tão poucos segundos assim atrás. Cagar é pelo cu (menos no Dr. House), e não conheço artista que cumpra todos os passos sem ter andado lá com as mãos.
Assumindo que me dão alguma razão (acredito que muita gente, não tendo pensado ainda nesta problemática, tenha ficado sensibilizada para ocasiões futuras), qual será a margem aceitável para nos sentirmos de novo confortáveis ao cumprimentar alguém?
Catarina, não obstante toda a simpatia, beleza e talento, voltamos a falar daqui a uns trinta minutos e umas duas lavagens, ok?
sexta-feira, 3 de julho de 2015
Não há nada mais japonês...
...do que bailarinas com trajes tradicionais e o logotipo do Lidl nas sombrinhas.
Sushi "Fest" Oeiras
Em memória de todos os que pagaram bilhete (especialmente aos que compraram logo para os três dias) para ir ao Sushi Fest Oeiras, façamos um minuto de silêncio.
AHAAAHHAHAHAHAH! Não consigo ficar tanto tempo calado com banhadas destas. Um evento destes só é bom para quem é "famoso" e vai à borla para a zona VIP, ou para quem não gosta de música portuguesa, já que não viram o concerto, com tanto tempo passado nas filas à espera de uns bocaditos de peixito.
AHAAAHHAHAHAHAH! Não consigo ficar tanto tempo calado com banhadas destas. Um evento destes só é bom para quem é "famoso" e vai à borla para a zona VIP, ou para quem não gosta de música portuguesa, já que não viram o concerto, com tanto tempo passado nas filas à espera de uns bocaditos de peixito.
quinta-feira, 2 de julho de 2015
Nem sempre é bom saber línguas
Martunis, o menino que em 2004 sobreviveu a um tsunami na Indonésia, tendo sido encontrado após 19 dias apenas com a camisola da selecção vestida (parece que não era o Rui Costa que era bom, mas que o 10 das quinas é que dava poderes especiais), foi anunciado como jogador do Sporting Clube de Portugal. Martunis, agora com 17 anos, vai integrar o plantel sub-19 da equipa de futebol, tendo a oportunidade de treinar e jogar naquela que é uma das mais conceituadas academias do mundo.
Isto devia ser o expoente máximo do sonho tornado realidade, suplantando qualquer definição de sonho americano. Mas não, o facebook inundou-se de piadinhas reles contra Martunis e contra o Sporting Clube de Portugal, instituição que acaba de celebrar o seu 109º aniversário. Caso Martunis fosse fluente na língua portuguesa, acredito que, nesta altura, tivesse voltado ao seu país de origem completamente lavado em lágrimas com a chacota de que foi alvo. Assim, ajudado pelo seu intérprete, limitou-se a mostrar o seu agradecimento na apresentação à imprensa. Isto é humildade, e humildade é classe.
Não tenho dúvidas de que Martunis será importantíssimo no futuro do Sporting Clube de Portugal, tal como o Sporting Clube de Portugal será importantíssimo na vida de Martunis. A minha única questão para este vitorioso sobrevivente seria: gostas mais de duche ou de banho de imersão?
Isto devia ser o expoente máximo do sonho tornado realidade, suplantando qualquer definição de sonho americano. Mas não, o facebook inundou-se de piadinhas reles contra Martunis e contra o Sporting Clube de Portugal, instituição que acaba de celebrar o seu 109º aniversário. Caso Martunis fosse fluente na língua portuguesa, acredito que, nesta altura, tivesse voltado ao seu país de origem completamente lavado em lágrimas com a chacota de que foi alvo. Assim, ajudado pelo seu intérprete, limitou-se a mostrar o seu agradecimento na apresentação à imprensa. Isto é humildade, e humildade é classe.
Não tenho dúvidas de que Martunis será importantíssimo no futuro do Sporting Clube de Portugal, tal como o Sporting Clube de Portugal será importantíssimo na vida de Martunis. A minha única questão para este vitorioso sobrevivente seria: gostas mais de duche ou de banho de imersão?
quinta-feira, 11 de junho de 2015
Só para os mais hardcore de memórias elefantinas
Alguém se lembra/sabe o que é que se passou com a Marianinha, que tinha um blog que era o gelado com chantili? Será que as doutoras lá da biblioteca do bairro a proibiram de vez de ir lá à net prosseguir com a sua rubrica de moda e o seu romance em pequenos capítulos, ou foi mesmo algo de mais grave?
terça-feira, 9 de junho de 2015
Barraca do Inferno
Sendo que uma pessoa, para estar informada, tem obrigatoriamente de ver o Trio de Ataque, O Dia Seguinte, o Playoff, o Tempo Extra e outros que tais, como é que é possível sobrar tempo a alguém para ver a Barca do Inferno? Convenceram-me a ver um, com o argumento de que aquilo era só mulheres, mas nem sequer havia nudez (se bem que a falta deste requisito nem sempre é um ponto negativo) e não discutiram nem um dos jogos mais polémicos do fim de semana.
Não conseguindo fugir, no entanto, à mini-polémica do momento (que nunca estaria talhada para superar o mediatismo da transferência de Jesus para Alvalade e a tentativa do ex-PM de se tornar no Mandela português quando não passa de um Zico), resta-me desejar que alguém ofereça prontamente um voucher para uma massagem à Manela, que isto de uma pessoa se enervar assim tanto não pode fazer bem à saúde.
E a Isabel, já respondeu? Pergunto por mera curiosidade e não como forma de pressão, que as narrativas são como Roma e Pavia.
Não conseguindo fugir, no entanto, à mini-polémica do momento (que nunca estaria talhada para superar o mediatismo da transferência de Jesus para Alvalade e a tentativa do ex-PM de se tornar no Mandela português quando não passa de um Zico), resta-me desejar que alguém ofereça prontamente um voucher para uma massagem à Manela, que isto de uma pessoa se enervar assim tanto não pode fazer bem à saúde.
E a Isabel, já respondeu? Pergunto por mera curiosidade e não como forma de pressão, que as narrativas são como Roma e Pavia.
quinta-feira, 4 de junho de 2015
De um ressabiado, os meus mais sinceros parabéns
Um colega meu da escola, embora não a título individual, ganhou um globo de ouro.
No princípio, sempre pensámos que ele nunca fosse capaz de aprender a ler bem, mas agora vêmo-lo chegar a este patamar.
Ainda não deve saber ler, mas bitches, please, há prioridades na vida.
No princípio, sempre pensámos que ele nunca fosse capaz de aprender a ler bem, mas agora vêmo-lo chegar a este patamar.
Ainda não deve saber ler, mas bitches, please, há prioridades na vida.
Inversão da ordem da vida
Necessitando de 6 milhões por ano, num total de 18 milhões para um contrato por 3 temporadas, porque é que é o sobrinho a emprestar o dinheiro ao tio e não o contrário?
Jesus:
Este banco é demasiado pequeno para nós os dois. Fazemos um duelo para ver quem vai para o camarote?
O Leão, lá fora
Embora nada tenha a ver com o nome, lá fora somos conhecidos por Sporting Lisbon.
Tenho medo que nos passem a chamar de Sporting Luanda.
Tenho medo que nos passem a chamar de Sporting Luanda.
A vida depois dos 40
Jorge Jesus é um bom exemplo para desmistificar a ideia de que, em Portugal, é quase impossível voltar a arranjar emprego depois dos 40, estando as pessoas mortas para o mercado de trabalho.
segunda-feira, 1 de junho de 2015
Coisas para bloggers que não se ensinam em cursos para bloggers*
Não seria melhor incluir no header "blog escrito em parceria com as marcas A, B, C, D, E e Y", poupando assim tempo no copy paste na escrita e livrando os leitores daquelas inestéticas letras pequeninas que aparecerão, inevitavelmente, escondidas algures em cada post (segundo as regras, claro)?
E aquela final da taça ontem, hã?
*post escrito em parceria com o ressabiamento desenvolvido pelos pelintras com blogs a quem nunca ninguém dá nada porque não se conseguem associar a quem é trendy nem se importam com o que é trendy, ao contrário do que é ensinado nos cursos para bloggers. Foda-se, é que nem um fim-de-semana no Gerês num hotel de duas estrelas que parecem quase três ou mísero creme anti-rugas.
E aquela final da taça ontem, hã?
*post escrito em parceria com o ressabiamento desenvolvido pelos pelintras com blogs a quem nunca ninguém dá nada porque não se conseguem associar a quem é trendy nem se importam com o que é trendy, ao contrário do que é ensinado nos cursos para bloggers. Foda-se, é que nem um fim-de-semana no Gerês num hotel de duas estrelas que parecem quase três ou mísero creme anti-rugas.
quinta-feira, 28 de maio de 2015
Um relaxante suponhamos em jeito de café depois do almoço
Imaginem uma pessoa de noventa anos. Não interessa se é homem ou mulher, imaginem apenas o sexo que mais vos agrada consumir. Para tornar as coisas mais fáceis de formular, vou utilizar o sexo feminino, que é aquele que me dá mais jeito, mas estão à vontade para fantasiar.
Portanto, o cenário implica uma velha de noventa anos. Tem mesmo noventa anos, não há patranha, e fala mesmo com vocabulário de velha (ai minha filha, e o leite que está tão caro, mais logo passo na igreja para falar com o senhor prior), só que tem o corpo de uma gaja muita boa na casa dos vintes, e mobilidade análoga a uma gaja mesmo podre de boa na casa dos vintes.
Ora a velha tá com uma vontade descomunal de vos infernizar sexualmente a existência. É só por uma vez (deixem-se das tretas do ai mas eu prefiro o intelecto, o corpo vai-se com a idade e se não houver inteligência não há amizade, porque não têm de a voltar a ver, e até porque não tarda bate a bota e ninguém precisa saber).
Quem gosta de gajas continua a pensar na velha mas boa, quem gosta de gajos pensa num velho todo jeitoso e com o tipo de volumetria que mais apreciam ao nível da musculatura.
Vocês iam lá? Iam?
Eu acho que, com um bocado de vontade, até marchava.
Portanto, o cenário implica uma velha de noventa anos. Tem mesmo noventa anos, não há patranha, e fala mesmo com vocabulário de velha (ai minha filha, e o leite que está tão caro, mais logo passo na igreja para falar com o senhor prior), só que tem o corpo de uma gaja muita boa na casa dos vintes, e mobilidade análoga a uma gaja mesmo podre de boa na casa dos vintes.
Ora a velha tá com uma vontade descomunal de vos infernizar sexualmente a existência. É só por uma vez (deixem-se das tretas do ai mas eu prefiro o intelecto, o corpo vai-se com a idade e se não houver inteligência não há amizade, porque não têm de a voltar a ver, e até porque não tarda bate a bota e ninguém precisa saber).
Quem gosta de gajas continua a pensar na velha mas boa, quem gosta de gajos pensa num velho todo jeitoso e com o tipo de volumetria que mais apreciam ao nível da musculatura.
Vocês iam lá? Iam?
Eu acho que, com um bocado de vontade, até marchava.
quarta-feira, 27 de maio de 2015
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