sábado, 8 de dezembro de 2007
sexta-feira, 7 de dezembro de 2007
E agora, por esta altura, o meu pai estava a fazer o quê?
No dia em que fiz 24, as primeiras palavras da minha mãe, assim que eu acordei foram L I T E R A L M E N T E "o teu pai com 24 anos já tinha um filho". Lembro-me vagamente de ter ouvido mais tarde a palavra parabéns.
Guardo também, com redobrado carinho, as primeiras palavras que a minha mãe me disse no dia do meu 25º aniversário. "O teu pai com 25 anos já tinha dois filhos; era ele no Ultramar no meio do mato e eu com eles ao colo". Mesmo se não houvesse guerra naquela altura, penso que a escolha acertada seria ir para o meio do mato, tendo em conta que ainda não havia fraldas descartáveis.
Logicamente, a minha boa memória para acontecimentos passados preservou de novo as palavras que a minha mãe me dirigiu no meu aniversário seguinte. PARABÉNS, menino! O teu pai com vinte e seis anos já tinha três filhos!"
Sim, eu tenho 3 irmãos (um mano e duas manas) bastante mais velhos que eu, todos eles nascidos em escadinha. Não havia internet naquela altura, e as ocupações eram outras. Acho que, mesmo que houvesse, os meus pais não saberiam mexer nela. Seja como for, e tendo em conta que o principal objectivo da internet é a pesquisa de pornografia (mas também dá para procurar outras coisas; eu pelo menos já ouvi dizer que sim, embora não conheça ninguém que o tenha conseguido), suspeito que o resultado acabasse por ser o mesmo.
Voltando de novo ao assunto:
Mas que raio de competição doentia é esta que a minha mãe promove entre mim e o meu pai? Eu nem sequer tenho namorada! Mais do que isso, nunca apresentei aos meus pais formalmente nenhuma namorada minha! Elas lá em casa, tirando a última, eram sempre conhecidas pelos seus nomes de código (como por exemplo "Menina do Clio Preto"), visto que eu sempre tive uma enorme relutância em partilhar com eles pormenores da minha vida amorosa, estendendo-se até ao nome. Vou agora aparecer em casa todos os anos com um filho que pode até nem ser meu, fruto de uma relação com uma rapariga que eles mal conhecem, só para um dia a minha mãe me acordar com um "Parabéns, o papá e eu ainda voltamos a tentar mas desta vez ganhaste, toma lá 100 euros"? Quatros filhos para empatar e cinco para ganhar o jogo da vida? Não havia eu de fazer mais nada!
Que fique bem claro: o acto de praticar por uma questão de refinamento das competências no leito amoroso é salutar, mas esta engravidação em série já se encontra um pouco acima das minhas possibilidades. Mesmo sem contar com o trabalho que a criançada ia dar, longe de mim querer sujeitar a minha querida esposa a uma vida de estrias e mamas descaídas após os quarenta! Deixem lá a mulher dar à luz e recuperar de cada um (ou uma) como deve ser, se faz favor! Caso contrário, como é que ela vai continuar a fazer inveja às amigas, mesmo depois de já não ser tão nova? Não se pode sempre fiar no facto do maridão continuar a ser mais atraente que os das outras.
Estou constantemente a ser posto à prova; já irrita.
sábado, 1 de dezembro de 2007
Primeiro desabafo e escrevo o texto. Depois fico cinco minutos à procura de um título. Que se lixe. Vai este, que não envergonha ninguém.
Dizia assim na mensagem:
"Ó deficiente do caralho! Por tua causa, no domingo, vou ter de me levantar às 6 da manhã e levar o meu carro para o meio de Lisboa só para fazer a merda de um exame de inglês e às 10:30 estar pronto para voltar para cá. Vai apanhar no cu!"
Mas porque é que eu me fui meter no inglês? Eu não preciso de aprender a falar melhor inglês! Quanto muito preciso de aprender a falar pior inglês! Os ingleses nunca elogiam as capacidades linguísticas de alguém que fala espectacularmente bem. Eles só elogiam quem fala assim-assim e lá se vai safando, por uma questão de condescendência! É a história do "your english is definitely better than my portuguese". Ai que bem que fala inglês, o coitadinho do portuguesinho... Se eu fosse ao Reino Unido, com o meu vocabulário e pronuncia, tratar-me-iam como uma pessoa igual a eles, nem mais nem menos. Ora isso é mau, porque os ingleses são todos uma cambada de chatos, feios e gordos. Se fizermos uma estimativa média da gaja boa inglesa (não das espectaculares), aparece-nos à frente uma gaja loura de cabelo oleoso, com problemas de peso (ou a mais ou a menos), burra e bruta que nem um autocarro. Eu conheço as séries mais antigas do EastEnders, meus amigos, não vale a pena andar a disfarçar com as mais recentes.
Este meu amigo convenceu-me a ir para o inglês no ano passado, com o argumento de que não adiantava de nada termos boas competências linguísticas, se depois não constasse do nosso currículo um diploma que atestasse essas mesmas competências. Além disso, iamo-nos rir como o caraças no meio daquelas aulas, a gozar com toda a gente e a imitar sotaques de indianos, franceses e italianos a falar inglês (mas especialmente de indianos). A propósito: será que os indianos ainda não se aperceberam de que ficam ridículos a falar inglês, ridículos ao ponto de estereotipar um povo inteiro como uma cambada de atrasados mentais? Se ainda o fizessem apenas pelo conteúdo humorístico, ainda percebia. Mas não, esta gente acha que se safa a falar inglês, e que o devem continuar a fazer. Por acaso nas aulas de português para estrangeiros alguma vez se ensinou que o sotaque correcto era o madeirense ou o açoreano? Não! Porquê? Porque é demasiado ridículo! Só há uma forma correcta de falar! Não se escondam por trás do argumento da diversidade cultural! Acabem também com o mirandês! Nós andámos na Índia durante imenso tempo. Será que não aprenderam nada connosco?
Lá comecei a ir ao inglês, por pressão insistente do meu amigo, volto a frisar. Acham que ele alguma vez lá meteu os pés? Não! Nunca! O palhaço convence-me a fazer os testes de aferição, pago aquela porcaria, que não é assim tão barata, e nunca mais mete os pés naquela merda. Aliás, meter até meteu. Porquê? Inscreveu-se na iniciação ao Espanhol aos fins de semana! WHAT THE FUCK WAS THAT? "Ai não tenho tempo durante a semana, e o espanhol começa a ser bastante importante no currículo de um profissional". Ai sim? Profissional de quê? Da foda? Ele ainda hoje, passado um ano, só sabe dizer "Oh si cariño, se a ti te gusta a mi me encanta"! E também sabe dizer pila, foder, cú e passareca em espanhol. Mais nada! Porra!
Ao princípio até nem desgostei. Direi mesmo mais: houve dias em que o ponto alto foram as aulas de inglês. No entanto, este ano não, já estou a ficar farto. Tou mortinho por fazer os exames finais e sair dali. Adorava aprender a falar japonês (eu sei algumas coisinhas, e é bem mais fácil do que eu pensava, mas sem um bocadinho de disciplina, acabo sempre por me desleixar); abriu um curso de japonês aqui perto há pouco tempo e acho que o dinheiro ali seria mais bem empregue.
Supostamente, irei fazer o exame do CAE agora em Dezembro e depois o final, o CPE, em Julho. Depois de receber a folhinha com o local do exame, morada, e horários, percebi uma coisa. Gostava, muito sinceramente, que a pessoa que fez estes horários fosse empalada no poste de iluminação mesmo à frente do meu prédio. Acho que era capaz de tirar uma meia horinha para ir beber chá de lúcia-lima e comer scones à janela, enquanto via o porco (ou a porca, não podemos ser sexistas, como diz a minha actual professora de inglês) a estrebuchar, "sentadinho" no poste. É, no fundo, uma bela diversão para entretenimento familiar.
Tendo em conta que, se não estivermos no local do exame (e por estar no local, entenda-se sala, e não à volta do edifício à procura de lugar para estacionar) quinze minutos antes do seu início, já me tinha decidido a ir de transportes públicos. É raro ter de conduzir em Lisboa, sendo que por isso, se tiver de ir para sítios que de carro ainda não conheço bem ou têm demasiado trânsito, prefiro ir de expresso. É até mais barato. Neste caso, nem sequer a rápida sai a uma hora que me garanta que estou lá a tempo. Ainda se depois disso não tivesse de apanhar mais transportes... É que se chegar um bocadinho atrasado a uma parte do exame, já não me deixam fazer mais nenhuma e lá fico a arder em tempo e dinheiro. Isto não é um princípio da pontualidade britânica, é a total confirmação dos desafios psicossociais que pairam naquelas cabecinhas chatas. Sim, porque, tendo em conta que o exame tem 5 componentes, foram inteligentíssimos em marcar a parte oral para domingo de manhãzinha, e as outras quatro partes para outro dia, durante o dia todo.
"Aproveita o domingo e vai passear, vai às compras". Oh si cariño, é que é logo a seguir ao exame, saio e vou disparadinho. Não gosto de andar a ver coisas de que gosto e não ter dinheiro para as comprar. Prefiro fazer de conta que elas não existem. É assim que lá vou fazendo o orçamento render. Por outro lado, se não tivesse gasto dinheiro com o inglês, com o exame, em gasolina e portagens, talvez o pudesse fazer.
Sai cara, esta coisa de "adquirir conhecimentos e competências". Se eu fosse rico, no entanto, não precisava de diplomas para nada e, muito menos, de aprender. Que eu saiba não há nenhum curso de formação para pessoas que desejem saber como proceder numa praia paradisíaca, deitadinhos ao sol e com um cocktail de fruta na mão, ou num spa a receber uma massagem de uma eslava bem torneada, ou no concessionário da Porsche a escolher uma cor para o meu Carrera GT de fim de semana.
A maior parte das pessoas tira cursos porque é a única forma de lhes permitir exercer funções que lhes darão mais dinheiro, reconhecimento, ou poder, e não porque adora aprender. Em suma, aprender (coisas lixadas e académicas) é um acto de hipocrisia.
quarta-feira, 28 de novembro de 2007
Sou um investigador, um homem de ciência
Não tentem, porque é difícil, mesmo difícil. Se gostarem da sopa muito espessa, as possibilidades de poderem vir a ver o fundo do prato aumentam; caso contrário, relativamente a caldinhos e afins, esqueçam.
Neste caso específico, ou uma pessoa mexe o braço à velocidade do som, tendo sempre a boca a dois centímetros de distância da colher, pronta a sugar o nutritivo líquido, ou então "prueba no superada". Para todos os efeitos, quando a ciência chama, chama mesmo, não restando outra solução que não a de testar todas as premissas relevantes. Nada poderá apagar em mim, no entanto, a sensação de que o escasso que tempo de vida que eu, como ser humano, disponho neste mundo, poderia ter sido mais bem empregue noutras vertentes de pesquisa.
Provei, ainda assim, que daria um excelente investigador. Ao serem-me atribuídos fundos para investigação, ideias nunca iriam faltar. Em último caso, há mais colheres parvas, e mais fluídos estranhos para serem testados. Haja imaginação.
terça-feira, 27 de novembro de 2007
Quem me quiser conhecer melhor...
Aqui vai:
Olhos: Acastanhados, embora várias vezes se enganem e me digam que são verdes, dependendo da iluminação. Como é lógico, nessas alturas eu nunca corrijo ninguém.
Cabelos: Quando deixo crescer um bocadinho mais, lembro-me de que é castanho-amêndoa, seja lá o que isso for.
Altura: 1 metro e 82 centímetros de pura loucura. Corpo elegante, magro mas com massa muscular adequada e tonificada, para haver onde agarrar durante aqueles momentos mais intensos, no elevador.
Ascendência: Português de gema, clara e casca. Mas nada daquelas famílias que ainda são ligeiramente arraçadas de árabe, credo.
Signo: Caranguejo. Põe-te de lado, fofinha, que hoje damos as pinças e vamos passear à beira-mar.
Sapatos que estou a usar: Estou a usar o belo do Téni, como é óbvios.
Medos: De ser pobre. De ninguém gostar de mim. De existirem apenas mil pessoas no mundo, 999 adorarem-me, uma não gostar de mim por motivos assim assim, e nunca me dizer porquê.
Objectivo que gostaria de alcançar: Não me apetece dizer, ainda acaba por dar azar.
Frase que mais uso no MSN: “Eu sei q sou 1 amante fantástico, mas tb n precisas de tar sp a repetir isso; ainda p cima apenas 10 segs apos me ter posto online, sua chata do caraças. N tinhas loiça p lavar?”
Melhor parte do corpo: Sem dúvida as minhas mãos (embora ligeiramente mais a esquerda do que a direita). Os lábios também não são nada de se deitar fora.
Coca-Cola ou Pepsi: Coca-Cola. Pepsi rima com Bibi e com Bambi.
MacDonald's ou Bob's: Pergunta estúpida. Mac, obviamente (Big Tasty mnham mnham).
Café ou Capuccino: Adoro capuccino, embora beba café mais frequentemente (mas não frequentemente).
Fumas: Não, não, e não. Além disso tenho o dom de fazer parar de fumar a namorada da altura, senão acaba-se logo ali a relação (embora não seja eu a acabar com elas porque elas se recusam a parar de fumar, mas elas a acabar comigo porque eu me recuso a parar de ser chato).
Palavrões: É raro, mas se estiver sozinho e irritado, lá sai um F ou outro. Mas é mais como mantra do que como palavrão PALAVRÃO.
Perfume: Se tivesse dinheiro para isso, tomava banho em Emporio Armani for Men todos os dias. Felizmente para a sociedade, não tenho dinheiro para isso.
Canta: Segundo uma pessoa que percebe do assunto, “nunca vi ninguém tão tenso a cantar como tu”. Eu concordo.
Toma banho todos os dias: Sim, mas nem é por mim, tendo em conta que transpiro pouquíssimo. Nunca se sabe quando uma rapariga gira nos vai assediar, daí a necessidade de uma higiene pessoal cuidada. Só por isso.
Gostava da escola: Nunca gostei de escola nenhuma em que andei. Por mim, todos os estabelecimentos de ensino podiam arder, que era para o lado que eu dormia melhor. Ainda por cima as pessoas mais ignorantes são as mais felizes; seria até um favor acabar com a educação.
Acredita em si mesmo: Naquilo que digo? Sempre, e piamente, mesmo quando estou errado. Nas minhas capacidades? Raramente, o que se torna ainda mais estúpido sabendo que sou um indivíduo com um potencial incomensurável.
Tem fixação pela saúde: No dia a dia, nem por isso, mas de vez em quando tenho aqueles momentos em que fico preocupadíssimo com vários aspectos da minha saúde. Sou aquilo a que se chama um Dr Jekyll and Mr Hyde da hipocondria.
Dá-se bem com os seus pais: Tem dias. Tem noites.
Gosta de tempestades: Desde que eu não me molhe e a electricidade não falhe aqui em casa, é para o lado que durmo melhor, de novo.
No último mês...
Bebeu alcool: Não.
Fumou: Ver resposta em cima.
Fez compras: Infelizmente não.
Comeu um pacote inteiro de bolachas: Meio.
Sushi: Não.
Chorou: …não… sniff.
Fez biscoitos caseiros: Nem sequer gosto lá muito de biscoitos. Bolo para mim, tem de ter creme.
Pintou o cabelo: Não sou nem gaja nem maricas.
Roubou: Não pertenço ao conselho de administração de nenhuma empresa, não tenho espírito de portuguesinho chico-esperto, não entrei em nenhuma edição do Big Brother e não sou cleptomaníaco.
Nº de filhos: Zero. Vontade de os fazer: todinha. Gostava de ter um casalinho. Primeiro nascia o rapaz, e depois, passados dois ou três anos, a rapariga. Assim, o rapaz, para além de se habituar desde cedo à convivência com as amigas da irmã, podendo mais tarde afiambrar-se a várias delas, estaria sempre alerta para dar uma valente carga de porrada nos abutres que andassem a rondar a irmã, sempre que o pai não a pudesse vigiar.
Como quer morrer: A dormir, ou então a salvar alguém que mereça, como num momento trágico de um filme de aventura.
Piercings: Nopes.
Tatuagens: Nopes nopes.
Quantas vezes o meu nome apareceu no jornal: Algumas, mas há mais Marias na terra. Mas já apareci na televisão durante uns largos minutos (ver post da Rita Mendes).
Cicatrizes: 4: uma grandita na parte de trás do braço direito, uma pequenita na parte de trás do braço esquerdo, um ponto minúsculo na mão esquerda, e um rasgãozito de quando uma faca ferrugenta se foi alojar na parte de baixo da minha perna esquerda, sendo que esta última, infelizmente, mal se nota. Fiquem descansadas que não é nada que, na hora H, se torne inibidor da prática implícita na pergunta “Nº de filhos”.
Do que se arrepende de ter feito: Para além de várias coisas que não são agora para aqui chamadas (não necessariamente por serem todas sórdidas, mas porque não estou para aí virado), talvez possa dizer que me arrependo de ter sido exageradamente introvertido durante tantos anos.
Cor favorita: Cores. Preto, Verde Alface, Azul Clarinho, Laranja Desenho Animado, Cinzento A Atirar Para O Metalizado Mas Não Totalmente Pelo Facto Deste Tom Ter Sido Completamente Banalizado Principalmente Por Culpa Da Indústria Automóvel Clarinho.
Disciplina favorita na escola: Educação Física.
Um lugar onde nunca esteve e gostaria de estar: Japão! Japão! Japão! Diria mesmo mais: gostava de morar e trabalhar lá durante um ou dois anos, pelo menos.
Matutino ou Nocturno: Nocturno, embora já tenha sido mais. Digamos que, neste momento, num mundo ideal, acordaríamos sempre às 10:30 (com tolerância para as 11), faríamos as nossas coisinhas até ao almoço, para acordar, e então aí sim. Depois da sobremesa, toca a ser produtivo, pelo menos até ao jantar. Depois, só boa vida até ir de novo para a cama, nunca antes das 2.
O que tenho nos bolsos: Um papelinho de um Mini-Twix que já devia ter ido para o lixo.
Em 10 anos imagino-me: Digam-me vocês. Eu já não sei de nada. Feliz, espero.
quinta-feira, 22 de novembro de 2007
Uma boa alimentação
Há cerca de duas semanas fui com o meu amigo J. à melhor pizzaria aqui da zona. Mas que pizzas fantásticas! Só pecam por não serem tão gordurosas como as da Pizza Hut e Telepizza (já se sabe que o sabor está todo naquele escorrerzinho de gosma pela fatia fora), mas ganham por terem um maior toque caseiro.Gosto de pão. Gosto de queijinho. Gosto de tomate. Gosto de cogumelos. Gosto de azeitonas. Gosto de carne. Gosto assim de um ananá ou outro misturado. Logo, adoro pizza. Basta juntar uma pepse para empurrar o pãozinho e temos maravilha instalada na barriga. No fundo é apenas uma tosta mista glorificada e sumo. Que mal pode fazer?
Como ambos gostávamos de ser homens de família respeitáveis no futuro, pedimos duas pizzas familiares, uma para cada um, para não haver invejas. É como fazer um Plano Poupança Reforma antes dos 30. Uma pessoa ainda não chegou lá, mas já está a armazenar comida para um dia poder sustentar a prole.
Acontece uma coisa engraçada com a comida. Quando está muito boa, é impossível apreciá-la de forma perfeita. É que enquanto nos sabe tão bem que parece que estamos a ter uma conversa estimulante com a mulher da nossa vida (existe melhor forma de dois adultos aproveitarem o tempo sem ser recorrendo ao diálogo?), precisamos sempre de mais e mais. No entanto, esse "mais mais mais" nunca leva a um orgasmo alimentar. O resultado é sempre ficarmos tão cheios enjoados que não conseguimos olhar nem para mais um bocadinho de fiambre. Felizmente somos portugueses e há sempre espaço para a sobremesa.
Esta pizzaria de que vos falo foi remodelada recentemente, sendo agora substancialmente maior. Até aí tudo bem. Estamos mais à vontade, com bastante mais espaço, e talvez isso seja um catalizador psicológico para termos ainda mais vontade de dilatar o estômago. O serviço está agora muito mais rápido, devido a terem aumentado a quantidade de empregados, não só no restaurante propriamente dito, como na tarefa de entrega ao domicílio. É vê-los a sempre a entrar e sair, com a farda da pizzaria, uns atrás dos outros. Aliás, eu suspeito que há lá algures uma senhora escondida, deitada numa marquesa, a dar à luz rapazinhos de blusão e boné verdes, já montados em lambretas, em pleno parto, tendo em conta a alarvidade de empregados diferentes que por la vi.
É um dado adquirido que não se aprende nada com as histórias que conto. Quanto muito aprende-se o que se deve evitar, de forma a atingir o sucesso ou, no mínimo, uma correcta integração na sociedade. Considerando este facto, decidi ensinar-vos que o plural de "pizza", em italiano, é "pizze". Não digam agora que aqui não há suminho. Espero ter contribuído para a vossa felicidade.
quarta-feira, 21 de novembro de 2007
Querido Pai Natal =)
Não achas que mereço boas prendinhas? Eu acho que sim :-)
Tinha três coisitas principais em mente... Vá lá, são só três... Eu sei que já não és um senhor novo, mas apesar de barrigudo, as tuas artérias não estão nada entupidas e ainda tens bastante força para carregar tudinho! Se vires que não dá tempo de fazer todos os meninos felizes e ainda assim atender o meu pedido, dou-te mais uns diazinhos, se quiseres. Quem já esperou tanto tempo por ti, também é capaz de esperar até ao ano novo.
1. Nintendo Wii

Dantes era maluquinho por jogos, embora nunca tenha deixado que isso interferisse com a minha amorosa (também não tinha vida amorosa; no entanto, se a tivesse, não a ia negligenciar). Entretanto, as vicissitudes da vida, vulgo, falta de tempo e principalmente carteira vazia, fizeram com que me desligasse deste hobby fascinante, que nos transporta para mundos onde não há exames, não há trabalho, não há paixões mal resolvidas, não há desilusões amorosas, não há pessoas a dizerem-nos que somos fantásticos, e carinho que é bonito é que nada, nem conflitos com a família. Há apenas corridas para vencer, extraterrestres para matar, planetas para explorar, e psicopatas para desventrar. Uma maravilha!
2. PRS Custom 24

Como é óbvio, eu não sei tocar guitarra, mas mesmo assim gostava de ter esta. A seguir a um bebé, a um cachorrinho e a um carro bem janota, este é o objecto que, estando na nossa posse, mais impressiona as raparigas. Gostava mesmo de ser guitarrista. Tenho a ideia de que são indivíduos fabulosos e extremamente realizados do ponto de vista sexual. Pudera, com uma guitarra daquelas!

3. Avioneta

Para com ela voar e ser feliz.
Não estou a ser exagerado, pois não, Pai Natal? Eu bem te disse que eram só três coisas... Seja como for, se me obrigares a optar por uma delas, escolho a última. O que não acho aceitável é ignorares o meu pedido. Tu até sabes que me portei bem...
PS: Não te esqueças, eu sei onde moras. Ainda por cima, tendo agora gps, a Lapónia está à distância de alguns cliques. Verás como uma raquete de ténis não serve só para bater em bolas... de ténis. Escusas de pedir ajuda ao Menino Jesus, que com um franguinho daqueles posso eu bem. E ele que não diga que vai chamar o mano mais velho, e que depois me dá porrada, que eu sei que é mentira. Ele é filho único, o Anjo Gabriel não tinha paciência para aturar mais um. Ele até queria um casalinho, mas sabe-se lá se vai sair menina ou voltar a sair menino...
quinta-feira, 15 de novembro de 2007
Cavalheiro Andante
Como cavalheiro que sou (e juro pela minha sinusite que não foi por ser gira), baixei-me prontamente para apanhar as chaves. Apesar de eu ter sido mais rápido, baixámo-nos praticamente no mesmo instante.
No entanto:
O tempo não parou...
O mundo não se fechou em tons de preto e branco...
Os nossos corações palpitantes não desejaram sincronismo...
Os nossos olhos não trocaram um pestanejar cúmplice...
Os deuses não nos empurraram, um para os braços do outro.
Aquela bardajona mal educada não só não foi capaz de agradecer, como nem sequer esboçou a porcaria de um sorriso.
Estúpida. Para a próxima não só não apanho as chaves, como sou capaz de, sem querer, deixar que o meu pezinho as envie oito metros mais para a frente.
terça-feira, 13 de novembro de 2007
Ando viciado...
Os dois disquinhos que vos vou mostrar não me saem nem da cabeça nem do gira-cds.
Alter Bridge - Blackbird
Isto é rockalhada da boa. Guitarras poderosas, um vocalista que, se arrotar tão bem como canta, não só arrota o abcedário como declama poesia nesse mesmo registo, e uma secção rítmica extremamente sólida, que tinha bastante que ensinar à antiga ponte de Entre-os-Rios. Sinceramente, que poder. É quase como que um apertão bem forte nos testículos, tal é a intensidade com que nos agarra. É raro o álbum que me deixa com uma vontade compulsiva de ouvir uma vez, e outra, e outra, e outra, tudo seguidinho. No fundo, também é raro que me apertem os tomates. Coerente, portanto. Resta dizer que não posso levar este cd para o carro, senão, o mais provável é espetar-me no primeiro pinheiro que encontre, devido à adrenalina que injecta. Se calhar há por aí alguém que até gostava que isso acontecesse.
David Fonseca - Dreams In Colour

Simpatizo com o David desde os tempos dos Silence 4. Aliás, a primeira música que aprendi a tocar na guitarra foi o emblemático "Borrow". Aquele cd foi um dos principais responsáveis pelo meu gosto por música.
Valeu a pena o David ter apostado na carreira a solo (frase cliché; usar a expressão cliché é também em si um grande cliché). Tenho comprado sempre os discos assim que saem, e este não foi excepção.
Talvez não tenha músicas individuais tão brilhantes quanto os dois primeiros mas, no seu todo, parece-me ser o melhor dos três. É um álbum bastante redondinho, cheio de surpresas a cada esquina, e o dvd também não está mau de todo (e com aquele preço, não me venham dizer que está caro). Dá-me vontade de cantar, pular e dançar. Não só me dá vontade como me mete mesmo a fazer estas figuras (embora o dançar nem tanto). Tem sido um fiel companheiro no meu carro. David, fazes umas songuettes bem fixes.
O assobio já todos conhecem. Mas o poder, talvez ainda não. Aqui fica.
segunda-feira, 12 de novembro de 2007
As minhas sitcoms preferidas / Mais um TuliChallenge
Basicamente consiste em "postar" 3 filmes relacionados com um tema à nossa escolha. Ora, eu neste momento não estou com vontade de andar à procura de 3 filmes com membros decepados, 3 com extraterrestres, ou 3 de mulheres desnudadas.
Sendo assim, decidi deturpar ligeiramente (muiiito ligeiramente) o objectivo do desafio, passando a mostrar-vos 3 coisas audiovisuais que estão relacionadas, não pelo tema, mas sim pelo formato: as minhas 3 sitcoms preferidas.
1º Seinfeld
2º Everybody Loves Raymond
3º Curb Your Enthusiasm
Será que o Larry David é o meu verdadeiro pai?
Menção Honrosa - Mad About You
