segunda-feira, 10 de março de 2008

Ternurinha =)



Não é "nobe", é "nobre.

Não é "Povo" e "Nação" pegado, é "Po-o-vo" e depois "Nação" dito de uma vez só.

Não é "imotal", é "imortal".

Desafinaste na descida em "de novo".

Não é "de de Potugal", é só "de Portugal".

Não é "ente as bumas", é "entre as brumas".

Não é "pátia", é "pátria".

Disseste extremamente bem "igrégios", por isso não tens desculpa para os "Rs" anteriores mal dados.

O que foi feito ao "Sobre a terra e sobre o mar"? Perdeu-se na floresta e foi comido pelo lobo mau?

Lutále? LUTÁLE?

...

Esse "Muito Bem!" foi dito com um certo je ne sais quois de songa monguice. Não partilho do mesmo entusiasmo. Se fosse minha filha, com aquele tamanhão todo já resolvia equações de segundo grau com uma mão e coloria livros da Pequena Sereia com a outra sem sair dos riscos.

Mas fogo, o que eu não dava para ter uma filha assim daqui a uns anos (e nem tantos quanto isso).

sábado, 8 de março de 2008

Recebi o primeiro vestígio de fan mail!

E tudo isto apenas passado quase um ano desde o começo do blog.

O anónimo, cujo sexo era indecifrável através do endereço de e-mail e pela escrita(e mesmo assim, nestas andanças, nunca se sabe), embora tenha elogiado o meu pardieiro literário, queixou-se de que "só não acho bem quando te serves da raça negra para fazer humor". "Só te fica mal e tira um bocado de brilho ao resto dos textos".

Textos? Que comentário tão paternalista. Dá a ideia de que acordo às 8 da manhã, tomo o pequeno almoço, tomo banhinho e visto-me, para me sentar à frente do computador às 9 da manhã. Começo a escrever dezenas de textos, à procura dos melhores para publicar. Faço uma pausa às 13 para comer umas burgas, outra às 16 para uma bucha, e desligo o computador às 18 com o sentido do dever cumprido. Isto não é assim. Eu não escrevo textos. Eu dou ao dedo. Escrevo o que bem me entender, às horas que me apetecer, nos dias em que sinto que Vénus está alinhado com Saturno, quer tenha coerência ou não. Vou prová-lo: chiclete, trotinete, cotonete... biciclete, camionete, avionete.

E mais: posto nestes termos, parece que ando a dizer mal de pretos a toda a hora. Eu gosto de dizer mal de todo o tipo de raças, especialmente quando são inferiores à minha (esta é só para chocar, e desta vez, com razão, o(a) anónimo(a)). No entanto, e a julgar pelo conteúdo do blog, é raro fazê-lo. Além disso, se o fizesse regularmente, a minha tendência seria para achincalhar os ciganos em primeiro lugar (disso lembro-me) e talvez depois os timorenses e indonésios (porque, na minha opinião, são das etnias mais feias, de um ponto de vista estético Marie Claire). Ah, e ainda me mete mais confusão os sovacos por depilar das francesas do que propriamente pretos. Até há pretos fixes. Gajas com sovacos peludos fixes é que não conheço nenhuma (nem queria, se existissem).

Parece impossível que eu tenha colocado um endereço de e-mail para toda a gente ver e, para além de algum spam devido ao mail estar colocado ali às claras, esta ser a único mensagem que recebo referente ao blog. Estamos em Março de 2008, meus amigos. Deviam ser pelo menos uns 20 e-mails por mês a dizer que eu sou muita bom e genial, a par de uma ou outra ovelha negra a sugerir que eu encharque as goelas com águinha das pedras e cianeto.

Estou deveras desiludido. Já não sei se faz sentido este blog continuar.

segunda-feira, 3 de março de 2008

Falta de interesse ou de motivação?

Acabou há pouquíssimas horas o grandioso derby Sporting - Benfica.

Tirando um período de 1 semana, quando tinha 3 anos, em que um tio meu me convenceu a ser do Benfica (ou do Pipica, como eu dizia), sempre fui do Sporting, por influência do meu pai, do meu irmão, e do bom senso. No entanto, tenho vindo a perder cada vez mais o interesse no futebol.

Tenho tido coisas bastante mais importantes em que pensar. Percebi hoje que, independentemente do resultado, me estava perfeitamente a cagar para o jogo. Repito, a cagar. Só mais uma vez, a fazer cocó.

Vi uns 8 minutos do jogo e foi deitado no sofá, já que não havia energia para mais. Estou oficialmente, a partir de hoje, a borrifar-me para o futebol.

Ah, é verdade: após algumas tentativas, deixei de tentar gostar de cerveja. Tremoços comi há umas semanas, para matar as saudades, e acho que durante os próximos 16 anos não me vai apetecer repetir. Tampo da sanita para baixo é prática corrente já há vários anos. Aliás, já cheguei ao ponto de, em casas onde só moravam raparigas, ser eu próprio a fechar a matraca à bela da louça sanitária, só porque me fazia confusão deixar aquilo assim, mesmo sem ter sido eu o prevaricador. Uma sanita aberta é como um segredo à deriva que não devia ser partilhado.

Meninas*, podem-se chegar à frente. A partir de hoje, sou oficialmente perfeito.


*Meninas, no sentido figurativo. Se és menor de idade, vai mas é prá escola.

domingo, 2 de março de 2008

Realmente foi pequeno

Sexta-Feira

- Boa tarde. Daqui fala XXX XXXXXXX, do Serviço de Carreiras e Apoio ao Aluno (SeCAA). Estou a falar com o Pedro, não estou?

- Sim, é o próprio. Boa tarde.

- Olhe, queria saber se era possível fazer-lhe um pequeno questionário.

- Claro, concerteza.

- O Pedro acabou o curso no ano passado, não foi?

- Sim, exactamente, em Julho.

- Já arranjou emprego?

- Não, ainda não.

- Pronto, obrigada.

...

Nem um "se eu ando a comer bem", ou um "se tem chovido aqui para os meus lados, porque os agricultores já andam apreensivos", nada.

Bolas.

sábado, 1 de março de 2008

Um dia destes queria ter um assim


Podia era tocar as coisas de que o pai gosta, e não estas bimbalhadas de inspiração americana.

Também podia ser um bocadinho mais bonito (se bem que depois, com um pai destes, é impossível não sair um menininho perfeitinho)...

Do mesmo modo, dispensava-se tamanha cara de totó ao receber qualquer tipo de prendas, ainda para mais durante tanto tempo. Era só mais um bocadinho de autocontrolo, se faz favor.

Mas queria um assim :)


...e era sinal de que a mãe também era fantástica, porque meninos sem dinheiro, que apanham muito tau-tau e que não recebem muitos miminhos, não são tão educadinhos nem se dedicam tanto a coisas tão fixes desde pequeninos, ainda para mais com aquela carinha bonita de felicidade. Um dia destes queres ser a mamã?

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Preconceitos

Já quando eu era miúdo, havia muita gente que gozava com os homens que cortavam o cabelo na cabeleireira, e que diziam que ir ao barbeiro é que era coisa de macho. Pensem comigo:

São homens e chegam a casa, vindos do emprego. O dia foi cansativo e a dor de cabeça é insuportável. Quem preferem que vos faça um cafuné para descontrair? A Lília ou o senhor Barbosa?

PS: Não, não fui cortar o cabelo hoje. Mas se fosse, não era um gajo que me ia mexer na cabeça.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

No lugar do passageiro, para variar

Ela: - Não reparaste naquela senhora que ia sendo atropelada?

Eu: - Não, estava embasbacado a olhar para ti.

Ela: - Ai ai, só tu.

Caros Professores - Ainda se lembram de quem inventou isto?

Já quando eu andava na escola, a Área Escola era a maior diarreia que podia haver. Perdia-se tempo a fazer coisas que não lembravam a ninguém, tudo em virtude de ideias muito bonitas e coloridas.

Agora mudaram o nome para Área Projecto, mas mantiveram a mesma consistência viscosa de sempre.

Não sei porque é que me lembrei de repente disto; talvez apenas me apetecesse criar um qualquer contexto em que a palavra "diarreia" fosse plausível. Nada melhor que um tópico do sistema educativo. Até um pouco polémico serve.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Haverá coincidências?

Comprei hoje um pack de 3 palmiers no Pingo Doce. Estava agora mesmo a ir buscar o segundo à caixa, quando reparei que, em vez da massa do bolo se unir em formato de coração, ainda se estendia para fora, assemelhando-se mais do que vagamente ao formato do "M" do logotipo da marca McDonald's (alguém conhece?).

Será isto um indício de que eu deverei pegar no carro, dirigir-me ao Macdrive mais próximo, e pedir um Super Menu Big Tasty com Fanta de laranja e um Double Cheese extra à parte, antes que chegue à hora do fecho?

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Mas há dúvidas?

Há uns tempos falava com um grande amigo meu sobre mulheres e relações. Uma das coisas que discutimos foi a possibilidade da mulher que eu amasse não gostar de mim e se começar a interessar por ele.

"Se tu gostas dela, então para mim ela é como se fosse um homem e é impossível acontecer alguma coisa entre nós" - respondeu ele, com toda a convicção. No entanto, não demorou muito a surgir a primeira dúvida.

"Mas imagina que ela depois também se tornava no amor da minha vida e ela sentia o mesmo por mim... Aprovavas a nossa relação ou preferias que fôssemos infelizes para sempre?"

...

A) "Se ela não gostava de mim mas vocês se amassem mesmo, então eu, apesar de me custar muito, tinha de pensar naquilo que era melhor para vocês, tentar compreender e seguir em frente."

B) "Preferia que fossem infelizes, como é óbvio."



Agora adivinhem o que eu respondi.