quinta-feira, 8 de maio de 2008

Quinta II

Opeth - In My Time Of Need

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Quarta II

Freak Kitchen - Nobody's Laughing (o Mattias é genial; quem não gostar, que ponha na borda do pratinho; amanhã já volto à melosice... talvez.)

terça-feira, 6 de maio de 2008

Terça II

Blister - Good Things And Bad Things

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Segunda II

Dramagods (Nuno Bettencourt) - Megaton (ainda estive para pôr aqui a Something About You, para ser mais digerível para as meninas, mas se quiserem procurem no youtube :P )

domingo, 4 de maio de 2008

Domingo II

Myles Kennedy - Hallelujah

sexta-feira, 2 de maio de 2008

De novo a Rita Mendes

Em Janeiro ou Fevereiro, enquanto aguardava numa sala de espera de um hospital, peguei na revista VIP, ou na Caras, ou numa paneleirada qualquer dessas (já não estava ninguém a ver).

A minha querida Rita Mendes tinha lá uma entrevista. A grande reportagem devia-se ao facto dela ter decidido colocar 250 extensões. Realmente se há pretexto para um entrevista, esse é um deles.

O que eu gostei mais foi da parte em que a coitadita se queixava de que ao princípio tinha sido muito complicado adaptar-se ao novo cabelo, visto que "não tinha posição para dormir". Felizmente, "valeu-lhe o apoio da família e do namorado".

Eu percebo. O cabelo dela estava naquela fase em que nem está comprido, nem curto. Face a um problema desses, uma pessoa tem mesmo de tomar uma atitude. Só é pena que essa atitude se tenha traduzido num formato de cabeça apenas comparável a um abajour xl.

A sério, Rita, há 11 anos atrás eu adorava-te, mas cada vez me surpreendes mais :-/

terça-feira, 29 de abril de 2008

Isto já passa :P

Realmente as mulheres têm um sexto sentido que nós, homens, nunca teremos. São muito mais doces e românticas do que nós, e quem sabe viver bem percebe o valor que o carinho tem na vida de qualquer pessoa, e até de qualquer ser vivo.

Posto isto, começo por revelar que, no contexto de uma relação, a coisa mais romântica que me proporcionaram foi ir passear para o parque (pronto, o parque fui eu que sugeri) e levarem gomas para eu comer. De resto, a ordem do dia tanto podia ser "então e hoje o que é me trouxeste?" com uma, como "vou para o algarve com a minha irmã e logo vejo se me apetece dizer-te alguma coisa ao longo destes 15 dias ou não" com outra, ou até "afinal não estou preparada para uma relação à distância" ainda com outra, sendo que a distância era de 20 quilómetros, só para dar alguns exemplos. Vocês até podem ter muitos sentidos, mas sentimentos, até prova em contrário, não têm. Já vi cisnes esculpidos em gelo que gostavam mais de mim.

Eu tenho a perfeita noção de que uma mulher, por mais que tente, nunca será capaz de preparar surpresas tão boas como as minhas (e que nem têm necessariamente de envolver grandes somas de dinheiro). No entanto, eu nem sequer sou assim tão exigente. Só queria que me fizessem assim uma coisita querida de vez em quando, que me fizesse sentir especial. Ah, e sexo não conta.

PS: Acho que vou mas é comprar uma Playstation.

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Já era tempo.

O "Ensaio Sobre A Cegueira" não tem tradução em braille.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Competências pessoais e artísticas

Estava a considerar colocar no meu curriculum vitae a afirmação "encontro-me disponível para subir na horizontal", mas infelizmente ainda não há um número suficiente de mulheres em cargos dirigentes que justifique tal alteração. E depois a maçada de escrever e voltar a converter para pdf...

domingo, 20 de abril de 2008

Jantar do Ano

Há jantares que foram feitos para não correr bem, mesmo quando são de aniversário, nós não somos os aniversariantes, e há mais 30 pessoas na mesa a quem algo de mal pode correr... menos bem. Apesar de ter sido bastante divertido, só o foi porque eu perdi toda a noção da forma que uma correcta conduta social deve assumir. Está provado que uma educação reprimida, mais tarde ou mais cedo, acaba por ser suplantada pela verdadeira natureza daquilo que um homem ainda é: um caçador/recolector.

O jantar de ontem teve lugar num restaurante lisboeta chamado Adega das Gravatas, lá para os lados de Carnide. Ora o restaurante tem esse nome precisamente pelo facto de ter um sem fim de gravatas penduradas por tudo quanto é sítio, incluíndo nas vigas do tecto. O conceito e tão revelador da existência de centelhas de genialidade, que não percebo como não inventaram ainda a "Taberna do Cuecão XL" ou a "Tasca do Soutien". Basicamente podia abrir-se um franchinsing por cada peça menor do vestuário, e teríamos um restaurante similar, sendo que eu passaria a desaconselhá-lo. Isto não pode ser só chegar a um bairro típico de Lisboa, abrir um restaurante com merdas penduradas na parede, e toca a encher o bolso de dinheiro. Quando o serviço é deprimente, não é um cinto de ligas pendurado num candeeiro que me vai fazer sentir melhor pela escolha. Vamos, portanto, levar as gravatas à falência, se faz favor.

Como já tinha dito, tratou-se de um jantar de aniversário, mais precisamente o jantar da minha amiga Salete (nome fictício propositadamente ridículo que passarei a utilizar, visto que a pessoa em questão nem a inicial do seu nome verdadeiro me deixou mencionar). Tirando o J, com quem fui e que ficou ao meu lado, o resto dos convidados nada tinha a ver comigo. Era malta um bocadinho mais velha, que vê telejornais, lê o Expresso e não diz asneiras.

É muito bom ter imensos amigos; a Salete tem-nos. Ainda assim, quando se tem demasiados amigos, corre-se o risco de que um ou outro acabe por ter ou fazer uma figura de inadaptado maior do que a minha, mesmo depois de toda a quantidade de disparates que fui dizendo ao longo do jantar para o J se rir. Pelo menos, já podia estar mais descansado relativamente à minha aparência e conduta. Para além disso, havia pessoas noutras mesas do restaurante que, devido ao seu aspecto de parvos, me faziam acreditar que eu, no fundo, até estou no caminho certo. Devo destacar o senhor de perna cruzada, refastelado na cadeira como se fosse um divã, envergando calças cor-de-salmão, com o aspecto típico de quem vai ser sodomizado por 10 pequeninos homens asiáticos, e o rapaz que deixou crescer as patilhas de forma anti-social. Aquilo eram setinhas de cabelo que apontavam para as bochechas. No entanto, estava acompanhado por uma gaja, que de costas até nem parecia ter mau aspecto. Fiquei com uma enorme vontade de me dirigir à mesa deles, olhar para a cara dela, ficando apenas satisfeito se ela tivesse cara de quem foi atropelada por uma retro-escavadora, unica razão pela qual se tinha de contentar com aquele indivíduo de aspecto labrego.

Tendo em conta que raramente bebo, e que não sou grande apreciador de sangria, pedi uma 7up. Isto já de si não é uma coisa muito viril, e agradeci a preocupação do empregado quando me perguntou baixinho "pode ser snappy?", ao que eu respondi que sim. Não sei porquê, mas nunca tive a garra suficiente para recusar a marca, quando no fundo até acaba por ser parecida à original. No entanto, passado uns minutos, já com toda a gente a beber sangria e afins, ouve-se uma voz alta a perguntar "QUEM É QUE PEDIU A SNAPPY?". Snappy é ainda mais maricas que 7 up. Vergonha.

Enquanto todas as pessoas estavam preocupadas em pedir comida de gente, eu pedi naco de novilho na pedra. Detesto ementas com dezenas de pratos, e em que cada um ocupa a linha inteira da folha de papel. Quando chega a minha vez de fazer o pedido, é raro conseguir-me ainda lembrar do que quero. Erro crasso, portanto. Não só o meu prato foi o último a chegar à mesa (e isto acontece-me SEMPRE em jantares com maior número de pessoas), como ainda tive de ser eu a cozinhá-lo. De repente ali tinha eu um bocado de boi bebé, tendo algumas dúvidas acerca do seu estado de saúde. Se me tivessem dito que aquilo ainda estava vivo, eu ainda lhe tinha feito umas festinhas.


O "prato" consistia numa pedra pequena a escaldar, com um bocado de carne de 3 metros de altura. A pequenina quantidade de calor que emanava daquela pedra nem uma orelha de porco conseguia grelhar, quanto mais um bocadão de novilho daqueles. A estratégia a empregar seria ir cortando pequenos filetes de carne, à medida que a mesma ia cozinhando. No entanto, é um bocado complicado tentar cortar carne que ainda mexe e faz "muuuu", com a consistência de uma bola gigante de borracha. Além disso, para todos os efeitos, passado pouco tempo já a pedra tinha arrefecido, restando-me apenas um naco de carne gigante com sangue coagulado ao lado. Isso e as caras de nojo das pessoas que estavam directamente à minha frente, sendo que esse mesmo nojo não só era dirigido ao cabrão do novilho como também a mim.

A certa altura lá tive de pedir ao empregado para fazer qualquer coisa em relação ao assunto. Eu estava cego de fome e já quase toda a gente tinha acabado de comer, olhando para mim com um olhar triunfante, como se fossem especiais e eu não. Ok, eu posso não ser especial, mas vocês também não são. Quanto ao empregado, estava mais preocupado em falar com as raparigas da mesa e a fazer caretas ao bebé de um casal do que em tratar do raio da minha carne. Após alguma insistência EDUCADA, lá me disse que ia trazer outra pedra.

OUTRA PEDRA? Se fosse igual à anterior íamos ter sarilho na mesma. É que podia ter pegado no naco, levado para a cozinha e bastava passar um bocado aquilo, mas não. O géniozinho delicado ia trazer-me outra pedra. Seja como for, ainda gostava que me explicassem quanto tempo é que demora a por outra pedra a ferver. Entretanto já se tinham passado 15 minutos e eu continuava com a carne ensanguentada em cima da mesa. O sacana do empregado, quando olhei para ele, tem a lata de me dar uma palmadinha nas costas e dizer que a pedra estava a aquecer. Devia estar, devia.

Passou-se mais um tempo e eu não só já não gozava com o sucedido e não ligava aos olhares de gozo que me eram dirigidos, como já tinha perdido qualquer tipo de compostura social que devesse ter permanecido, mesmo em situações como esta. Já estava bastante irritado, e ao ver o imbecil do empregado de novo a fazer caretas para o bebé e a rir-se com os convidados, sem arredar pé para trabalhar, passei-me completamente. O Pedro educado (quer dizer, com as piadas em voz alta que mandei para o J. durante o jantar todo, nem sei se o cheguei a ser nalgum momento) transfigurou-se.

- "ENTAO MAS AQUELE FILHA DA PUTA CONTINUA ALI A FAZER CARETAS? MAS AFINAL O QUE É QUE AQUELE FILHA DA PUTA TÁ CÁ A FAZER?"

Eu acho que se ouviu. Eu nem "merda" à frente de estranhos digo, quanto mais chamar nomes às mães dos senhores. Não podia ter descido mais baixo. Quando o empregado volta a passar por mim, a educação já se tinha ido toda e só me saiu um "então isso vem ou não?", seguido de um ar de esquecimento por parte dele e de um "ai peço imensa desculpa".

Se não fosse a fome que eu tinha, aquele cheiro enjoativo a carne teria dado conta de mim. Escusado será dizer que a única forma de conseguirem que eu volte àquela merda de restaurante será se eu for a pedra e a Soraia Chaves o naco de carne.


PS: Parabéns e obrigado, Salete, há muito tempo que não me ria tanto e de forma tão alarve. Aposto que outras pessoas ali da minha zona da mesa dirão o mesmo.