Há duas escolas de pensamento diferentes. De um lado estão os que cagam e limpam o cu sem se levantarem da sanita, pondo a mão com o papel por trás. Do outro estão os que se levantam, mantendo apenas as pernas ligeiramente flectidas.
Não serei arrogante ao ponto de dizer que uma está mais correcta do que a outra, tomando, inevitalmente, partido de um dos lados. Há pontos positivos e negativos em ambos os procedimentos. Sinto que serei capaz de ser suficientemente claro, já que este liégeois de chocolate e nata do Pingo Doce que tenho na mão me está a deixar inspirado. Haverá coisa melhor do que misturar uma agradável sobremesa com o prazer da escrita? Claro que há: foder e jogar Playstation (e se for ao mesmo tempo, ui).
Limpar o cu de pé tem dois inconvenientes que, para alguns, são incontornáveis. Caso se ande a comer bastante fibra, seja por via da fruta ou não, levantarmo-nos da sanita pode levar a um encontro catastrófico entre as nossas bordas. Imaginem Moisés a separar as águas do Mar Vermelho, de repente recebe um telefonema, distrai-se, e todos os que circulavam alegremente pelo leito seco, vêem-se envolvidos pelas águas que antes se encontravam estáticas. Ah, e imaginem também que o mar não é vermelho, é castanho. Pois. Junte-se a este cenário uma mentalidade de aversão à nojice e/ou falta de bidé, e temos uma visão dantesca daquela que é a actividade humana que mais nos une. De resto, limpar o cu de pé (não esquecer as pernas ligeiramente flectidas) coloca o mais viril dos homens na posição mais amaricada que pode haver (pior só o Cláudio Ramos a fazer o pino). Já experimentaram olhar para o espelho?
Peço aos que se limpam sentados para tirarem esse sorrisinho trocista da cara. Não estão isentos de vergonha. A verdade é que ânus é o orifício mais sujo que pode haver no corpo humano (obviamente haverá uma ou outra excepção à regra). É por isso que o sentamos na sanita. Nenhuma outra parte do corpo se encontra tão perto de tão vil receptáculo. Portanto, para limparmos o cu sentados, a mão vai ter de violar essa barreira invisível e moral que se estende para lá do tampo. Embora não queira dizer necessariamente que vá tocar em alguma coisa, a verdade é que já passou para o triângulo das bermudas da dignidade humana. Uma vez dentro da sanita, tudo é válido e sabe-se lá onde vamos parar. Imaginam-se a fazer isso numa casa de banho pública? Pôr a mão abaixo do nível a que milhares de pessoas já puseram o cu? É por todos estes factores que considero esta modalidade apropriada apenas para quem se alivia em casa, necessitando de igual modo uma sanita de áreas generosas, com margem de manobra para a mão se movimentar. No fundo, é um gesto que implica muita intimidade entre nós e a retrete. Ou isso, ou caso toquem na loiça sanitária, não estão muito preocupados com o facto de ser obrigatório amputar a mão logo de seguida.
E vocês, depois de dar à luz pelo cu levantam-se ou mantêm-se sentados? Isto bem equilibrado ainda dá para fazer uma futebolada entre as duas tendências. Sempre era uma espécie de solteiros e casados do cagalhão.
Não serei arrogante ao ponto de dizer que uma está mais correcta do que a outra, tomando, inevitalmente, partido de um dos lados. Há pontos positivos e negativos em ambos os procedimentos. Sinto que serei capaz de ser suficientemente claro, já que este liégeois de chocolate e nata do Pingo Doce que tenho na mão me está a deixar inspirado. Haverá coisa melhor do que misturar uma agradável sobremesa com o prazer da escrita? Claro que há: foder e jogar Playstation (e se for ao mesmo tempo, ui).
Limpar o cu de pé tem dois inconvenientes que, para alguns, são incontornáveis. Caso se ande a comer bastante fibra, seja por via da fruta ou não, levantarmo-nos da sanita pode levar a um encontro catastrófico entre as nossas bordas. Imaginem Moisés a separar as águas do Mar Vermelho, de repente recebe um telefonema, distrai-se, e todos os que circulavam alegremente pelo leito seco, vêem-se envolvidos pelas águas que antes se encontravam estáticas. Ah, e imaginem também que o mar não é vermelho, é castanho. Pois. Junte-se a este cenário uma mentalidade de aversão à nojice e/ou falta de bidé, e temos uma visão dantesca daquela que é a actividade humana que mais nos une. De resto, limpar o cu de pé (não esquecer as pernas ligeiramente flectidas) coloca o mais viril dos homens na posição mais amaricada que pode haver (pior só o Cláudio Ramos a fazer o pino). Já experimentaram olhar para o espelho?
Peço aos que se limpam sentados para tirarem esse sorrisinho trocista da cara. Não estão isentos de vergonha. A verdade é que ânus é o orifício mais sujo que pode haver no corpo humano (obviamente haverá uma ou outra excepção à regra). É por isso que o sentamos na sanita. Nenhuma outra parte do corpo se encontra tão perto de tão vil receptáculo. Portanto, para limparmos o cu sentados, a mão vai ter de violar essa barreira invisível e moral que se estende para lá do tampo. Embora não queira dizer necessariamente que vá tocar em alguma coisa, a verdade é que já passou para o triângulo das bermudas da dignidade humana. Uma vez dentro da sanita, tudo é válido e sabe-se lá onde vamos parar. Imaginam-se a fazer isso numa casa de banho pública? Pôr a mão abaixo do nível a que milhares de pessoas já puseram o cu? É por todos estes factores que considero esta modalidade apropriada apenas para quem se alivia em casa, necessitando de igual modo uma sanita de áreas generosas, com margem de manobra para a mão se movimentar. No fundo, é um gesto que implica muita intimidade entre nós e a retrete. Ou isso, ou caso toquem na loiça sanitária, não estão muito preocupados com o facto de ser obrigatório amputar a mão logo de seguida.
E vocês, depois de dar à luz pelo cu levantam-se ou mantêm-se sentados? Isto bem equilibrado ainda dá para fazer uma futebolada entre as duas tendências. Sempre era uma espécie de solteiros e casados do cagalhão.




