quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015
No Dia de S. Valentim...
... vou dirigir-me ao Vasco da Gama. Subo até aos cinemas, compro um balde de pipocas e fico-me por aí. Não faço tenções de comprar bilhete. Quero apenas sentar-me no átrio e ficar a observar as pessoas que escolheram ir ver as 50 Sombras de Grey precisamente no dia dos namorados. Era como se a folia do Carnaval tivesse começado mais cedo para mim.
domingo, 8 de fevereiro de 2015
Considero-me uma pessoa...
...educada e ponderada naquilo que é essencial. Gosto de futebol desde que me lembro de ser gente, embora só tenha começado a vibrar mais a sério desde a maioridade. Ainda assim, é um vibrar para dentro, que se fica a rir em nervoso miudinho quando o clube do coração marca golo, e a comprimir o maxilar quando a bola teima em não entrar na baliza certa, a dos outros. Não percebo os insultos entre adeptos, mesmo quando pertencem a clubes historicamente rivais, e fico contente por me limitar a apreciar o jogo pelo jogo, ficando fora dessas discussões sempre que possível. Compreendo que a minha condição de lagarto me condene a sofrer eternamente, apenas com alguns fôlegos de alívio de longe a longe, e não saberia ser adepto de qualquer outro clube.
Só consegui estar a par dos acontecimentos através da rádio, tendo perdido visualmente a primeira parte do jogo. Sentia que a coisa estava a ser muito disputada, ao ponto de ter de me concentrar para não desrespeitar os semáforos no caminho para casa. Parei o carro e ouvi os últimos minutos, para só depois sair e aproveitar o intervalo para preparar tudo e ver a segunda parte descansado. Apesar do domínio do Sporting nos segundos quarenta e cinco minutos, era apenas um avançar de linhas que não conseguia produzir oportunidades nem gerar muito espaço. Estava preparado para o empate. Até que deixei de estar preparado para o empate, após aquele golo que, embora surgindo de um atraso oferecido, não deixava de ser extremamente merecido.
E depois, aos 94 minutos, sucedeu o cocó. Ao ver a reacção efusiva da equipa do Benfica, seguida de uma espécie de mini volta de honra ao estádio, agradecendo aos adeptos o apoio naquele empate com sabor a três pontos, só me apeteceu desejar que todos os lampiões rumassem a sul, à procura dos africanos de maior envergadura, E SE ENGASGASSEM NAS PICHOTAS MAIS ABONADAS QUE, DEPOIS DE ENTRAREM COM SUCESSO NA BOCA, SÓ PARARIAM DEPOIS DE SAIR PELO CU, TAMANHA A DOR QUE ASNOS DESSA ESPÉCIE MERECEM SOFRER ATRAVÉS DE SEVÍCIAS DESSE TIPO, OU NÃO PASSASSEM DE MONTES DE ERVA DANINHA ARRAÇADA DE GENTE.
Mas fiquei-me apenas pela intenção. Não se chama nomes aos outros só porque se está arreliado, nem se deseja coisas tão negativas às pessoas, muito menos eu, que me considero uma pessoa educada e ponderada naquilo que é essencial.
Só consegui estar a par dos acontecimentos através da rádio, tendo perdido visualmente a primeira parte do jogo. Sentia que a coisa estava a ser muito disputada, ao ponto de ter de me concentrar para não desrespeitar os semáforos no caminho para casa. Parei o carro e ouvi os últimos minutos, para só depois sair e aproveitar o intervalo para preparar tudo e ver a segunda parte descansado. Apesar do domínio do Sporting nos segundos quarenta e cinco minutos, era apenas um avançar de linhas que não conseguia produzir oportunidades nem gerar muito espaço. Estava preparado para o empate. Até que deixei de estar preparado para o empate, após aquele golo que, embora surgindo de um atraso oferecido, não deixava de ser extremamente merecido.
E depois, aos 94 minutos, sucedeu o cocó. Ao ver a reacção efusiva da equipa do Benfica, seguida de uma espécie de mini volta de honra ao estádio, agradecendo aos adeptos o apoio naquele empate com sabor a três pontos, só me apeteceu desejar que todos os lampiões rumassem a sul, à procura dos africanos de maior envergadura, E SE ENGASGASSEM NAS PICHOTAS MAIS ABONADAS QUE, DEPOIS DE ENTRAREM COM SUCESSO NA BOCA, SÓ PARARIAM DEPOIS DE SAIR PELO CU, TAMANHA A DOR QUE ASNOS DESSA ESPÉCIE MERECEM SOFRER ATRAVÉS DE SEVÍCIAS DESSE TIPO, OU NÃO PASSASSEM DE MONTES DE ERVA DANINHA ARRAÇADA DE GENTE.
Mas fiquei-me apenas pela intenção. Não se chama nomes aos outros só porque se está arreliado, nem se deseja coisas tão negativas às pessoas, muito menos eu, que me considero uma pessoa educada e ponderada naquilo que é essencial.
quarta-feira, 14 de janeiro de 2015
La Famiglia
Quando andava na escola primária, fazia constar da minha assinatura apenas cinco dos seis nomes que me foram dados após o nascimento. O nome omitido (penúltimo), quando isolado, apesar de não ser nada de especial, era um candidato ligeiro a alvo de chacota. Foi precisamente por isso ter acontecido que cedo o deixei de lado, remetendo-o apenas para situações em que era extritamente necessário assinar tal e qual como constava do bilhete de identidade antigo.
Acontece que, e só me apercebi disso há pouco tempo (apesar de me ter sido esfregado na cara várias vezes), o meu penúltimo nome ganha uma renovada genica quando se faz acompanhar exclusivamente do último.
Assim sendo, passei a assinar não com seis, não com cinco, mas com três nomes; Pedro e os dois últimos. De repente, dou por mim a obter resposta com maior celeridade e deferência por parte das instituições a que me vejo obrigado a contactar. Eles devem olhar para o tipo que se subscreve com os melhores cumprimentos e, sem o comprimento antigo do original (desculpa, mãe), deixando apenas a parte sonante, devem achar que sou alguém que merece respeito e/ou é mafioso em fato por medida. É que nem sequer foi preciso recorrer à repetição de consoantes ou a uma preposição. It just works.
Claro que, sempre que me faço anunciar junto da residência de Duarte Pio, volto aos seis nomes, pronunciados de forma muito lenta, para ver se a coisa rende mais.
Acontece que, e só me apercebi disso há pouco tempo (apesar de me ter sido esfregado na cara várias vezes), o meu penúltimo nome ganha uma renovada genica quando se faz acompanhar exclusivamente do último.
Assim sendo, passei a assinar não com seis, não com cinco, mas com três nomes; Pedro e os dois últimos. De repente, dou por mim a obter resposta com maior celeridade e deferência por parte das instituições a que me vejo obrigado a contactar. Eles devem olhar para o tipo que se subscreve com os melhores cumprimentos e, sem o comprimento antigo do original (desculpa, mãe), deixando apenas a parte sonante, devem achar que sou alguém que merece respeito e/ou é mafioso em fato por medida. É que nem sequer foi preciso recorrer à repetição de consoantes ou a uma preposição. It just works.
Claro que, sempre que me faço anunciar junto da residência de Duarte Pio, volto aos seis nomes, pronunciados de forma muito lenta, para ver se a coisa rende mais.
terça-feira, 13 de janeiro de 2015
Odeio...
...quando descubro algo de que gosto muito no blogue de alguém por quem não tenho qualquer tipo de respeito intelectual.
sábado, 10 de janeiro de 2015
Se ler mais alguma vez...
... que a liberdade de uns acaba quando começa a dos outros, acho que vomito.
sexta-feira, 9 de janeiro de 2015
Mudança dos tempos
E eis que o novo "mas eu até tenho amigos homossexuais" afinal é "mas eu até acho que eles deviam ter tido mais respeito pelos muçulmanos".
Está tudo igual.
PS: Como é possível que uma pessoa que tanto apregoa o poder do perdão não seja capaz de um simples pedido de desculpas?
Está tudo igual.
PS: Como é possível que uma pessoa que tanto apregoa o poder do perdão não seja capaz de um simples pedido de desculpas?
segunda-feira, 22 de dezembro de 2014
Paradoxos
Tatuam citações baratas nas costelas, mas depois parece que nunca leram um livro na vida até ao fim. E logo nas costelas, que deve ser um dos sítios onde dói mais. Bem, parece que não dói tanto como passar da página setenta.
sábado, 13 de dezembro de 2014
Quem vê cus não vê corações
Tem de se mostrar muito interessado e ser muito educado. São estes os critérios de Indianara Carvalho, Miss Bumbum 2014, para eleger o homem perfeito. Portanto, se o Emplastro se conseguir refrear e não gritar a toda a hora que Pinto da Costa é seu pai, temos um excelente candidato ao título. Aliás, Indianara Carvalho e Emplastro poderiam fazer um par romântico muito bonito. Mas para que precisa ela do homem perfeito? Para perder a virgindade pela segunda vez. Caso contrário, não o fará.
Sim, pela segunda vez. Indianara reconstruiu o hímen porque recebeu um convite para posar nua numa revista. Ela achou que devia inovar. Posar nua é uma coisa séria e ela queria aliar a nudez à pureza, numa tentativa de se mostrar como veio ao mundo. Da minha parte, acho importante acrescentar que, quando vimos ao mundo pela primeira vez, as nossas capacidades cognitivas são uma pálida amostra daquilo que irão revelar no seu máximo potencial; apesar deste pormenor não estar na ideia original da modelo, tenho de considerar o objectivo final cumprido na sua plenitude.
Temo que não seja desta que o Emplastro vá perder a virgindade (no caso dele, a primeira, a verdadeira), visto que Indianara já encontrou o homem perfeito, para quem se entregou num momento mágico. E quanto tempo durou a magia desta segunda virgindade? Quase... quase um mês, revela Indianara. Chiça, que foi rápido. Não se sabe quem é o gajo; Ana Lúcia Matos* bem tentou saber quem tirou a virgindade (por estes termos, que não há como lhes fugir) à moça, mas sem êxito. Não acho que a apresentadora do Flash Vidas tenha estado mal neste pequeno insucesso, já que só pelo facto de não se ter borrado a rir ao longo dos vários minutos de entrevista, já merece todo o meu respeito.
Imagino que, se este novo namorado se revelar um animal, como todo o bom homem, no fundo, faça uma nova operação. À terceira virgindade é de vez. Mais algum tempo de persistência, tipo, vá, uns quatro ou cinco dias, e encontrará o derradeiro. Talvez ainda não seja o Emplastro mas, todos os dados apontam para que haverá outras oportunidades. Não tenham pena do moço do norte.
De repente, rirmo-nos daquelas raparigas que dão apenas o rabo para poderem continuar a gritar com firmeza que são virgens, não me parece tão correcto. Cristo, na sua infinita bondade, aprovou a prática das primeiras (eu continuo a achar que é batota, mas ele saberá mais do que eu), mas resta saberá se também estará do lado de Indianara.
Quando confrontada com a possiblidade de ter sido sujeita a alguma intervenção estética na zona das nalgas, Indianara rejeita a premissa. Basicamente, na cabeça dela e na minha, uma peida natural na mão vale mais do que duas artificiais a voar. No entanto, meteu mamas novas porque não se sentia mulher o suficiente. Coerente.
Caso tenham lavado a loiça toda (homens e mulheres, que o prato não sabe quem o está a lavar) e tenha sobrado um tempito até à próxima tarefa, deixo-vos aqui o vídeo:
Miss Bumbum 2014 fala sobre operação para recuperar a virgindade
*Caso em Portugal queiram organizar uma variante masculina deste concurso do bumbum, há que dar crédito à própria Ana Lúcia pela descoberta de alguns possíveis talentos. É que, a julgar pelas vencedoras, os pandeiros variam um bocado, o que me faz desconfiar que não será necessariamente o cu o principal requisito. O que é transversal a todas, isso sim, é serem meio surdas da cabeça. Puras como vieram ao mundo, portanto. Transcrevendo um comentário de um admirador a uma foto da apresentadora, pode-se ler "es muita boa a doro de ver esse teu corpinho secki gostava-te de te conheser-te pessoal mente amorosa muiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiitos beijinhosssssssssssssssssssssss". Eu não punha as coisas nesta forma, embora esteja de acordo com o propósito. Agora, mais puro do que isto, não há.
Vais conhecer a Ana Lúcia, Tiago Filipe, vais ver.
Sim, pela segunda vez. Indianara reconstruiu o hímen porque recebeu um convite para posar nua numa revista. Ela achou que devia inovar. Posar nua é uma coisa séria e ela queria aliar a nudez à pureza, numa tentativa de se mostrar como veio ao mundo. Da minha parte, acho importante acrescentar que, quando vimos ao mundo pela primeira vez, as nossas capacidades cognitivas são uma pálida amostra daquilo que irão revelar no seu máximo potencial; apesar deste pormenor não estar na ideia original da modelo, tenho de considerar o objectivo final cumprido na sua plenitude.
Temo que não seja desta que o Emplastro vá perder a virgindade (no caso dele, a primeira, a verdadeira), visto que Indianara já encontrou o homem perfeito, para quem se entregou num momento mágico. E quanto tempo durou a magia desta segunda virgindade? Quase... quase um mês, revela Indianara. Chiça, que foi rápido. Não se sabe quem é o gajo; Ana Lúcia Matos* bem tentou saber quem tirou a virgindade (por estes termos, que não há como lhes fugir) à moça, mas sem êxito. Não acho que a apresentadora do Flash Vidas tenha estado mal neste pequeno insucesso, já que só pelo facto de não se ter borrado a rir ao longo dos vários minutos de entrevista, já merece todo o meu respeito.
Imagino que, se este novo namorado se revelar um animal, como todo o bom homem, no fundo, faça uma nova operação. À terceira virgindade é de vez. Mais algum tempo de persistência, tipo, vá, uns quatro ou cinco dias, e encontrará o derradeiro. Talvez ainda não seja o Emplastro mas, todos os dados apontam para que haverá outras oportunidades. Não tenham pena do moço do norte.
De repente, rirmo-nos daquelas raparigas que dão apenas o rabo para poderem continuar a gritar com firmeza que são virgens, não me parece tão correcto. Cristo, na sua infinita bondade, aprovou a prática das primeiras (eu continuo a achar que é batota, mas ele saberá mais do que eu), mas resta saberá se também estará do lado de Indianara.
Quando confrontada com a possiblidade de ter sido sujeita a alguma intervenção estética na zona das nalgas, Indianara rejeita a premissa. Basicamente, na cabeça dela e na minha, uma peida natural na mão vale mais do que duas artificiais a voar. No entanto, meteu mamas novas porque não se sentia mulher o suficiente. Coerente.
Caso tenham lavado a loiça toda (homens e mulheres, que o prato não sabe quem o está a lavar) e tenha sobrado um tempito até à próxima tarefa, deixo-vos aqui o vídeo:
Miss Bumbum 2014 fala sobre operação para recuperar a virgindade
*Caso em Portugal queiram organizar uma variante masculina deste concurso do bumbum, há que dar crédito à própria Ana Lúcia pela descoberta de alguns possíveis talentos. É que, a julgar pelas vencedoras, os pandeiros variam um bocado, o que me faz desconfiar que não será necessariamente o cu o principal requisito. O que é transversal a todas, isso sim, é serem meio surdas da cabeça. Puras como vieram ao mundo, portanto. Transcrevendo um comentário de um admirador a uma foto da apresentadora, pode-se ler "es muita boa a doro de ver esse teu corpinho secki gostava-te de te conheser-te pessoal mente amorosa muiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiitos beijinhosssssssssssssssssssssss". Eu não punha as coisas nesta forma, embora esteja de acordo com o propósito. Agora, mais puro do que isto, não há.
Vais conhecer a Ana Lúcia, Tiago Filipe, vais ver.
quarta-feira, 10 de dezembro de 2014
Amor a meias
Só mesmo quando uma pessoa ergue as mãos aos céus e pede para que um elástico se alargue um pouco é que a força misteriosa que nos rege teima em não anuir. Eram as meias mais fantásticas de que há memória na história recente da minha gaveta de roupa interior, mas caralhos me fodam se aquelas marcas de falta de circulação não eram o presságio de morte por algum tipo de condição ligada a uma deficiente irrigação sanguínea. Aliás, aquilo não eram marcas; eram autênticos sulcos de um qualquer leito de rio, embora se situassem acima do tornozelo e não pelos lados de alguma terra plantada arriba tejo. Afinal, quem teria a coragem necessária para mandar fora umas meias perfeitamente intactas, que não mostravam sinais de enfraquecimento nem no dedão nem tampouco no calcanhar, logo abaixo do tendão que comprometeu o bravo Aquiles? Seria como uma família de classe média-baixa doar um filho recém-nascido para adopção só porque ambos os cônjuges tinham acabado de saltar de escalão de IRS, negando a hipótese de aceder, nesse ano, ao último terminável móvel topo de gama a prestações, com um pacote com mais minutos do que aqueles que seriam capazes de gastar se ainda tivessem amigos ou toda a família viva.
Não se deitam fora meias que sobreviveram a casamentos, baptizados, funerais, até a vários jogos de futsal a meio da semana, só porque causam um ligeiro desconforto que nos deixa a sensação leve de que podemos morrer. Não, aprende-se a lidar com a dor, essa insaciável companheira, e tomamos para nós como certo o compromisso de que aquelas serão as luvas dos pés que nos protegerão do frio mesmo no dia do nosso próprio funeral, em si pequenitos caixões das nossas extremidades mantidas unas na caixa que será nossa morada última na breve passagem por este nobre corpo celeste. Em função do odor a que a zona obriga, este é um amor austero mas, minhas queridas meias, adorar-vos-ei até ao meu último sopro ténue de vida.
quarta-feira, 3 de dezembro de 2014
Dantes é que era bom?
Ao contrário da opinião de cerca de 99% dos comentários no facebook da revista que "postou" originalmente esta foto, tenho apenas uma coisa a dizer:
Que infância mais merdosa!
Subscrever:
Mensagens (Atom)
